O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em pronunciamento oficial pela manhã, anunciou a decisão de manter a desoneração fiscal em eletrodomésticos da chamada "linha branca". O ministro encontrou, em seu gabinete, com a empresária Luíza Trajano, dona da rede Magazine Luíza, uma das principais defensoras da medida. Nesta quinta-feira, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, também defendeu a revisão na cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na chamada linha branca (geladeiras, máquinas de lavar e fogões).
– O grande objetivo do governo é possibilitar ao consumidor brasileiro de renda baixa tenha acesso a esses produtos. Melhora o trabalho da dona de casa e ao mesmo tempo gera maior crescimento econômico, mais emprego e mais investimento – afirmou o ministro Guido Mantega.
A desoneração para os itens da linha branca foi pensada para vigorar, inicialmente, apenas de abril a junho. A redução da alíquota de IPI para esses produtos foi uma das medidas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise internacional no Brasil. Além de eletrodomésticos, o governo diminuiu o imposto para material de construção e veículos.
O setor automotivo foi um dos principais beneficiados pela desoneração, batendo o recorde mensal de vendas em junho e em setembro. Com redução desde dezembro, o tributo que incide sobre carros passou a subir gradualmente a partir deste mês e volta à alíquota original em janeiro do próximo ano.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que não tinha encontro previsto com Mantega, também esteve no ministério. Segundo ele, um dos assuntos a ser tratado com Mantega é taxação das exportações de minério de ferro.
– O assunto é para ver até que ponto se pode fazer alterações na tabela (de exportações do minério). Eu desejo uma manifestação do Ministério da Fazenda, porque o Ministério de Minas e Energia não trata de assuntos tributários – disse.