Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Mantega afirma que o Brasil voltou a crescer no ritmo de 4% ao ano

Sexta, 07 de Agosto de 2009 às 09:02, por: CdB

Ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou a uma platéia de empresários e políticos, em Washington, que a economia brasileira já cresce a um ritmo de 4% ao ano desde julho. O comentário do ministro foi feito após um seminário destinado a investidores americanos intitulado Brazil: Overtaking the Crisis (Brasil: Superando a Crise, em tradução literal), encerrado no final da noite passada.

Em sua apresentação, Mantega afirmou que o Brasil, assim como a Índia e a China, começou a superar a crise econômica mais cedo que outras grandes economias, tendo registrado sinais de recuperação ainda no segundo trimestre deste ano. O ministro também destacou que o Brasil pretende dar continuidade às políticas atuais, mesmo ao longo de 2010, que será ano da disputa eleitoral presidencial.

– Eu já disse que vamos manter a conduta, o que tinha que aumentar, aumentou, e se tiver que reduzir, não os programas prioritários, outros gastos serão reduzidos. Eles (os investidores internacionais) olharam os gastos e ficaram satisfeitos – afirmou.

O ministro procurou também tranquilizar investidores presentes no evento em Washington. Mantega assegurou que o Brasil não vai fazer nenhuma ''aventura'' em relação ao câmbio flutuante do dólar.

– 'Deu muito certo. Nós não vamos fazer nenhuma aventura em relação a isso. Estamos comprando reservas, vamos continuar comprando. Quando a crise começou, tínhamos US$ 205 bilhões em reservas. Hoje, já temos US$ 211 bilhões. Vamos continuar comprando – garantiu'.

Segundo o titular da Fazenda, ''ter reservas é muito bom para o país. Faz muito bem, protege da crise, dá sustentabilidade. Passar por uma eleição em 2010 com um volume de reservas desses dá toda segurança que o país precisa''. Mantega também procurou minimizar possíveis dúvidas quanto ao impacto fiscal das medidas de estímulo econômico tomadas pelo governo. Segundo o ministro, mesmo em um ano eleitoral, a dívida pública do país cairá, em 2010, para 38,5%, após ter alcançado a marca de 41,9% do PIB neste ano.

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