Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Mantega afina discurso em reunião com o Banco Central

Sexta, 31 de Março de 2006 às 12:48, por: CdB

Na primeira participação de Guido Mantega no Conselho Monetário Nacional (CMN) como ministro da Fazenda, o corte na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) foi reduzida de 9% ao ano para apenas 8,15%. O patamar passará a vigorarar entre abril e junho. A TJLP serve de referência para os empréstimos feitos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal fonte de recursos para o financiamento das empresas brasileiras. Ainda na presidência do BNDES, Mantega defendia a redução da TJLP para 7%.

Ao ser indicado nesta semana para substituir Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, Mantega aceitou que a taxa tivesse uma redução menor. Além de Mantega, são membros do CMN o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Tanto Mantega quanto Meirelles têm se esforçado para demonstrar que há um clima positivo na equipe econômica. No passado, entretanto, os dois nunca esconderam suas divergências.

A TJLP leva em conta a expectativa de inflação para os próximos 12 meses (4,5%) e o risco-país do Brasil, que está abaixo dos 250 pontos, para estabelecer a fórmula que irá vigorar. Se a fórmula fosse sempre respeitada, haveria espaço para reduzir a taxa para 7%. Sua redução é uma das reivindicações do setor produtivo, que reclama que a TJLP não tem acompanhado a redução na taxa básica de juros da economia, a Selic, que desde setembro do ano passado já foi reduzida em 3,25 pontos percentuais e hoje está em 16,5% ao ano.

A TJLP que vigorou entre abril de 2004 e dezembro de 2005 foi de 9,75% ao ano. Na reunião de dezembro do CMN, foi reduzida para 9% ao ano e a partir de amanhã cai para 8,15%. A taxa é fixada trimestralmente e serve como referência para os empréstimos do BNDES.

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