Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Mantega acredita que inflação vai fechar o ano dentro da meta

Ministro da Fazenda, Guido Mantega citou, nesta quarta-feira, os números do mercado que indicam que a inflação deverá crescer até o final do ano, atingindo 5,4% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão do mercado é de uma certa aceleração gradual, mas sem sair das metas estabelecidas pelo governo. (Leia Mais)

Quarta, 04 de Junho de 2008 às 08:36, por: CdB

Ministro da Fazenda, Guido Mantega citou, nesta quarta-feira, os números do mercado que indicam que a inflação deverá crescer até o final do ano, atingindo 5,4% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão do mercado é de uma certa aceleração gradual, mas sem sair das metas estabelecidas pelo governo. Mantega fez um panorama macro-econômico do país durante o quarto balanço Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pela manhã, no Comitê Gestor do PAC, no Palácio do Planato.

O centro da meta da inflação estabelecido pelo governo é de 4,5%, mas pode variar dois pontos para cima ou para baixo. O ministro enfatizou que, embora o mercado estime uma inflação anual de 5,4% pelo IPCA, que é o índice oficial escolhido pelo governo para o cálculo da inflação, o índice ficará dentro da meta. Na sua perspectiva, a inflação, de certa forma, deve gravitar em torno do centro da meta, devido às pressões da inflação mundial, que também atinge o Brasil e que faz com que o governo tome medidas de precaução.

- A taxa de inflação deverá gravitar em torno desses 4,5% podendo ser um pouquinho maior, mas sempre dentro das metas - afirmou.

Mantega também disse que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá estar em torno de 5% em 2008. De acordo com o ministro, o que foi verificado no primeiro trimestre é que a taxa de crescimento continua "robusta" e a economia crescendo, perfeitamente "habilitada a atingir essa taxa de 5% até o final do ano".

Segundo ele, a meta de superávit primário de 3,8% do PIB será facilmente alcançada, o que permitirá que o governo consiga fazer mais 0,5% de poupança fiscal, excedente que deve ir para a formação do Fundo Soberano.

- Quando (o fundo soberano) existir, a poupaça vai para ele, enquanto ele não existir a poupança será feita de todo jeito. Está sendo feita - enfatizou.

Mantega estimou ainda que a realização do Projeto Piloto de Investimento (PPI) deva chegar a 0,5% do PIB e que a dívida pública continue em queda, fechando em 41% do PIB. A previsão de gastos em obras do PPI, para este ano, é de R$ 13,8 bilhões, investimento que pode ser abatido do superávit primário, a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública.

Tags:
Edições digital e impressa