Os tempos são outros. Longe da televisão, Clodovil Hernandes anuncia retorno ao mundo da moda, diz que vai lançar um disco e estrelar um musical. Enquanto isso, coloca suas mansões à venda para levantar uns bons trocados.
O lance mínimo pelos imóveis, na Granja Viana e em São Sebastião, é estimado em R$ 3 milhões. Os lances no leilão das residências de Clodovil se encerraram na última terça, e segundo o leiloeiro Célio Agnello, da Agnello Leilões, o seu site recebeu mais de 2.000 acessos e obteve 200 propostas, que serão estudadas junto ao estilista para "baterem o martelo".
Em entrevista, Clodovil diz: "Não quero nada de raiz. Não tenho pai, não tenho mãe, não tenho filho e não posso deixar nada para os cachorros", avisa. Antonio e Castanhola, os puggs que circulam pela casa, não terão herança. Ele avisa que não tem divulgadora, nunca teve. Seu discurso atual para a mídia é afinadíssimo.
Para suas melhores opiniões, no entanto, ele pede off, recurso em que o entrevistado exige que a informação não conste da entrevista. Eticamente, o pedido deve ser respeitado. E vocês vão ficar sem saber a opinião dele sobre Amauri Júnior, Jô Soares, Ayrton Senna, Marília Gabriela, Adriane Galisteu, Ratinho, Edir Macedo.
E dos projetos que anuncia, nenhum existe. Ainda. O disco? "Banquei a gravação de uma faixa para mostrar à produtora o que eu quero fazer." A coleção que irá desfilar? "Está tudo na minha cabeça." O musical? "Noemi Marinho provavelmente irá escrever o espetáculo." Sua próxima 'aparição' pública promete causar tanto fuzuê como o que fez no desfile de Alexandre Herchcovitch, onde esteve e até deu flores ao 'jovem' estilista.
Clodovil mora naquele predinho coberto de heras, ali na República do Líbano, e o convite para encontrá-lo em sua casa foi tentador, já que daria para ver aquele apê de dentro. Mas o dele, certamente, não é parâmetro. Exceto a de entrada, a casa de Clodovil não tem portas, e joga o interlocutor em uma redoma de intimidade desconcertante.
Mansões de Clodovil têm 200 propostas no leilão
Quinta, 11 de Setembro de 2003 às 19:01, por: CdB