Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Manisfestante é atropelado na USP

Sexta, 20 de Maio de 2005 às 06:59, por: CdB

Um manifestante foi atropelado, na manhã desta sexta-feira, por um motorista que jogou o carro em cima do grupo de ciclistas que protestavam no campus da Universidade de São Paulo (USP). O rapaz teve ferimentos leves e passa bem. 

O objetivo do protesto é mudar a decisão da Prefeitura da USP, que impediu grupos de ciclistas de pedalar nas ruas do campus. Nesta quinta-feira, dois ciclistas morreram atropelados na Rodovia dos Bandeirantes, que liga São Paulo a Campinas. Um deles, Luiz Fernando Pereira Costa Rosa, era professor da universidade e morreu às 6h15m, na altura do km 33. Em outro atropelamento, às 8h15m, no km 23 da mesma estrada, morreu o ciclista Amândio Pereira Fernandes Bacalhau, de 72 anos.

Antes mesmo da proibição da USP, já era comum ver ciclistas pedalando no acostamento da Rodovia dos Bandeirantes, principalmente nos fins de semana.

A direção da universidade divulgou nota oficial lamentando a morte do professor, afirmando que o acidente foi "uma fatalidade" e nega que as mortes tenham a ver com a proibição da universidade.

"A Universidade de São Paulo e o Instituto de Ciências Biomédicas lamentam o trágico acidente ocorrido na manhã de quinta-feira, que resultou na morte do Prof. Dr. Luís Fernando Bicudo Pereira Costa Rosa. O Prof. Bicudo era um eminente cientista, envolvido em projetos de pesquisa relacionados às atividades de atletas, inclusive tendo organizado competições de triathlon no campus da Cidade Universitária.

Durante os últimos anos, ele cultivou o hábito de pedalar grandes distâncias pelas vias públicas todas as quintas-feiras, só ou em grupo: era tanto um modo de vida quanto uma forma de preparação para provas de longa distância. Como membro da comunidade USP, o Prof. Bicudo não foi atingido pela proibição da prática de ciclismo na Cidade Universitária "Armando de Salles Oliveira".

Ele ainda solicitou, e conseguiu, autorização para que um grupo de 41 atletas, que não fazem parte desta Universidade, continuassem praticando o esporte no campus, uma vez que participavam de sua pesquisa sobre a incidência de lesão muscular durante competições e treinamentos. É inaceitável, portanto, que se use de uma fatalidade como essa para tentar imputar responsabilidades à Universidade de São Paulo pelo ocorrido, como se o acidente em questão fosse resultado direto da proibição da prática de ciclismo na Cidade Universitária por pessoas que não pertençam à comunidade da USP", disse o comunicado da USP.

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