Por Portas del Sol 28/05/2011 às 20:41
Proteste como um cidadão,
ou então cale-se
como um escravo.
Manifesto Popular Portas del Sol, texto lido hoje, 18 de Maio
(Pontos de acordo ao manifesto plural redigido durante a madrugada de 18 de maio na Porta del Sol)
Os reunidos nas Portas del Sol, conscientes de que isto e uma ação em marcha e de resistência concordaram manifestar o seguinte:
1. Depois de muitos anos de apatia, um grupo de cidadãos de diferentes idades e extratos sociais (estudantes, professores, bibliotecários, desempregados, trabalhadores?), IMDIGNADOS com a sua falta de representação e as traições que se levaram a cabo em nome da democracia, se reuniram nas portas del Sol em torno de uma idéia a de Democracia Real.
2. A Democracia Real se opõe ao descrédito paulatino das instituições que dizem representar aos cidadãos, convertidas em meros agentes de administração e gestão, a serviço das forças do poder financeiro internacional.
3. A democracia que se promove desde os corruptos aparelhos burocráticos é simplesmente um conjunto de práticas eleitorais inócuas, onde os cidadãos têm uma participação nula.
4. O descrédito da política trouxe consigo um seqüestro das palavras por parte de quem detém o poder. Devemos recuperar as palavras, e resignificarlas para que não se manipule com a linguagem e se deixe a cidadania indefensa e incapaz de uma acão coesa.
5. Os exemplos de manipulação e seqüestro da linguagem são numerosos e constituem uma ferramenta de controle e desinformação.
6. Democracia Real significa por nomes próprios a infâmia que vivemos: Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, OTAN, União Européia, as agencias Qualificadoras de risco como Moody?s y Standard and Poor?s, Partido Popular, PSOE, mas ha muito mais e nossa obrigação é nomearlos.
7. É preciso construir um discurso político capaz de criar um novo tecido social, sistematicamente atingido por anos de mentiras e de corrupção. Nós cidadãos perdemos o respeito pelos partidos políticos majoritários, mas isto não equivale a perder nosso sentido crítico. Ou seja, não tememos a POLÍTICA. Tomar a palavra é POLÍTICA. Buscar alternativas de participação cidadã é POLÍTICA.
8. Uma das nossas premissas principais é uma Reforma da Lei eleitoral que devolva à Democracia o seu verdadeiro sentido: um governo dos cidadãos. Uma democracia participativa. E de acordo com isto, exigimos um código deontológico para os políticos que assegure as boas práticas.
9. Fazemos questão que os cidadãos aqui reunidos formem um movimento TRANSGENERACIONAL porque pertencemos a diversas gerações condenadas a uma perda intolerável de participação nas decisões políticas que conformam nossa vida diária nosso futuro.
10. Não chamamos a abstenção, exigimos sim que nosso voto tenha uma influencia real na nossa vida.
11. Hoje não estamos aqui para reclamar facilidades de acesso a financiamentos ou para protestar pelas insuficiências do mercado laboral. ISTO È UM ACONTECIMENTO. E como tal, um sucesso capaz de dotar de novos sentidos as nossas ações e discursos. Isto nasce da nossa RAIVA. Mas nossa RAIVA é imaginação, força, poder cidadão.