O manifesto online contra o acordo ortográfico, iniciado em 2 de maio, já reuniu mais de 33 mil assinaturas, entregues ao presidente da Assembléia da República (Parlamento luso), informou em comunicado pelo líder do movimento, Vasco Graça Moura.
O “Manifesto em defesa da língua portuguesa contra o acordo ortográfico” foi entregue na véspera do debate sobre a reforma ortográfica, agendado para esta sexta-feira no Parlamento.
Além das assinaturas, também foram "entregues diversos pareceres e documentos que salientam e demonstram as fragilidades técnicas, científicas e políticas do acordo" e uma lista de 154 personalidades "representativas dos meios acadêmico, cultural e artístico" que assinaram a petição.
Segundo o texto, a reforma ortográfica tem "inúmeras imprecisões, erros e ambigüidades", classificando a proposta de "mal concebida", "sem critério de rigor", "desnecessária" e "perniciosa".
O participantes da iniciativa lamentam que "pareceres científicos e técnicos" não tivessem sido tomados em consideração e que se avance "atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica".
O acordo ortográfico, que pretende unificar a escrita do português, foi alcançado em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovaram o acordo e dois protocolos modificativos estabelecidos.
Somente Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe aprovaram os documentos. A CPLP é também é composta por Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste.
Manifesto contra o acordo ortográfico reúne 33 mil assinaturas
O manifesto online contra o acordo ortográfico, iniciado em 2 de maio, já reuniu mais de 33 mil assinaturas, entregues ao presidente da Assembléia da República (Parlamento luso), informou em comunicado pelo líder do movimento, Vasco Graça Moura. (Leia mais)
Sexta, 16 de Maio de 2008 às 12:33, por: CdB