Manifestantes tentam novo ataque à bandeira nacional
Três homens que se dizem ex-soldados da Aeronáutica subiram no mastro da bandeira localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para protestar na manhã desta quarta-feira contra a recusa daquela força em readmiti-los. Demitidos entre 1994 a 2001, eles colocaram uma faixa no mastro afirmando portar três litros de gasolina, supostamente para atear fogo à bandeira, o que levou à movimentação no local de policiais e bombeiros.
Três homens que se dizem ex-soldados da Aeronáutica subiram no mastro da bandeira localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para protestar na manhã desta quarta-feira contra a recusa daquela força em readmiti-los. Demitidos entre 1994 a 2001, eles colocaram uma faixa no mastro afirmando portar três litros de gasolina, supostamente para atear fogo à bandeira, o que levou à movimentação no local de policiais e bombeiros.
Protesto semelhante ocorreu no dia 13, quando Paulo Sérgio Ferreira, 38 anos, subiu no mastro de 110 metros e pôs fogo em parte da bandeira. Ainda não se sabe extamente contra o quê protestava, já que suas declarações ao descer pareceram bastante confusas: disse que se "sentia perseguido". Na ocasião, o manifestante subiu com dois galões de combustível.
Logo depois do episódio, o delegado da Polícia Federal Laércio Rosseto informou que o homem responderia pelo crime de dano ao patrimônio público. Desde segunda-feira, a Praça dos Três Poderes convive com o protesto conduzido pela Associação dos ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anece), que reivindica a readmissão de 13 mil soldados. Em insistente buzinaço, os ex-soldados têm se postado de manhã até à noite em frente ao Palácio do Planalto.
Despacho do Alvorada
O barulho provocado pelo buzinaço, há dois dias, em frente ao Palácio do Planalto fez a presidente Dilma Rousseff transferir, na véspera, uma reunião com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, para o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente. Após a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorreu de manhã, Dilma foi almoçar na Alvorada e não voltou ao Planalto.
O buzinaço também perturbou a reunião, ao ponto da petista pedir providências de assessores. O grupo era formado por cerca de 15 pessoas, militares concursados da Aeronáutica que foram demitidos e desejavam reincorporação. Quando Mantega começou a falar, os manifestantes intensificaram o som das cornetas e chegaram a soltar fogos de artifício. Dilma reclamou com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que chamou o chefe do cerimonial da Presidência, Renato Mosca, e pediu providências. Um emissário foi ao encontro dos manifestantes que concordaram em dar uma trégua, sob condição de serem recebidos pela Secretaria-Geral no início da tarde.
Os manifestantes foram recebidos pela Secretaria Nacional de Estudos e Pesquisas Políticos e Institucionais, que reiterou as propostas feitas pelo ministro Gilberto Carvalho na quarta-feira da semana passada, de que o governo iria colocar a Advocacia Geral da União (AGU) para acompanhar o processo deles na Justiça e emitir um parecer. No entanto, o resultado do encontro não foi considerado satisfatório pelos manifestantes. Eles voltaram a fazer barulho às 16h.
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