Cerca de mil pessoas, ao som de muito rock, seguiram o trio elétrico que comandou a manifestação de repúdio à presença de George W. Bush no Brasil. Os manifestantes pararam em frente da embaixada americana, onde queimaram um boneco de Tio Sam (símbolo dos Estados Unidos), com o rosto de Bush e da bandeira norte-americana.
Um forte esquema de segurança, inclusive com a participação da cavalaria da Polícia Militar, cercou a embaixada para evitar confrontos. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, afirmou que a segurança não vai impedir que a juventude e o povo brasileiro deixem clara sua reprovação à política "sanguinária e belicosa de Bush e à tentativa dele de dominação dos países da América Latina, com a implantação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas)".
Para o líder estudantil, assim como na Argentina e em outros países, existe hoje um grande sentimento de reprovação à política norte-americana.
- Isso vai ficar claro para o presidente Bush. Ele vai ter no Brasil, assim como na Argentina, a recepção que realmente merece: com protestos, manifestações e com a indignação do povo - afirmou
Segurança máxima
Bush, e sua comitiva vão ocupar 395 apartamentos do hotel cinco estrelas Blue Tree Park, em Brasília, durante visita ao Brasil prevista para este sábado e domingo.
A segurança do local está em seu nível máximo. Segundo o gerente geral do hotel, Mário Dias, a vigilância do hotel ficará a cargo da Polícia Federal e dos agentes da FBI durante o período de hospedagem do presidente norte-americano.
- O Blue Tree Park terá policiamento especial das 8 horas de sábado até as 20 horas de domingo - disse.
Dias afirmou que os hóspedes dos 400 flats que moram no condomínio do hotel só poderão "entrar ou sair depois de identificados pela segurança", durante o tempo em que o presidente Bush e sua comitiva estiverem no hotel.