De acordo com Petra, os manifestanes só vão deixar o prédio, depois de serem recebidos pelo ministro Gilberto Kassab, policiais militares acompanhavam a movimentação de longe
Por Redação, com ABr - de Brasília/ São Paulo:
Aproximadamente 200 integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade ocuparam o prédio do Ministério das Cidades nesta quinta-feira, às 4h da manhã. Eles quebraram vidraças e lixeiras, impediram a entrada de funcionários e ocuparam do térreo até o 4° andar do edifício.
Segundo Petra Magalhães, dirigente nacional da Frente, o grupo reivindica a construção de 16 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida no Distrito Federal. “O governo só tem liberado (a construção das casas) para a faixa 3, que é acima de 3 salários mínimos. O nosso povo, que é da faixa 1, não tem acesso a esse programa”, disse.
Integrantes do Movimento Frente Nacional de Luta no Campo e Cidade ocupam sede do Ministério das Cidades. Lixeiras e vidraças foram quebradas
Para o segmento atendido pela faixa 1, os subsídios ultrapassam 90% do valor do imóvel. As famílias pagam 5% da renda familiar ou o mínimo R$ 25 por mês, durante 120 meses, e podem adquirir imóveis no valor até R$ 96 mil, dependendo da região.
De acordo com Petra, os manifestanes só vão deixar o prédio, depois de serem recebidos pelo ministro Gilberto Kassab. Policiais militares acompanhavam a movimentação de longe.
A reportagem entrou em contato com o Ministério das Cidades, mas até a publicação do texto, não obteve posicionamento do órgão sobre as demandas dos manifestantes.
Contrabando
Carca de 90 pessoas protestaram em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, contra o crime do contrabando, que registrou crescimento de 15% ano passado no país, chegando a R$ 115 bilhões. A manifestação ocorre no Dia Nacional de Combate ao Contrabando.
Os manifestantes criticam ainda o aumento dos impostos sobre produtos nacionais, promovido pelo governo de São Paulo. “Quando aumenta a tributação da indústria e setor produtivo, aumenta cada vez mais o problema do contrabando, mercado ilegal”, disse Rodolpho Ramazzini, advogado especializado em combate a fraude, falsificação e contrabando da Associação Brasileira de Combate à Falsificação. Segundo ele, a medida resulta na elevação da entrada de mercadorias ilegais vindas do Paraguai.
– O governo estadual aumentou a tributação sobre os setores, fazendo com que a indústria como um todo, seja o setor de autopeças, brinquedos, eletroeletrônicos e cigarros, sejam sufocados pelo problema do contrabando. O produto contrabandeado acaba chegando para o consumidor final com problemas de segurança, qualidade e saúde por um quarto do preço do produto nacional – disse Ramazzini. Ele reclamou ainda da elevação da alíquota do Imposto sobre Operações de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Ainda nesta quinta-feira a associação deve fazer a destruição de produtos contrabandeados (especialmente cigarros) e divulgará um balanço para mostrar que foram feitas quase 2 mil operações de apreensão de produtos contrabandeados nos últimos 12 meses. Houve aumento de 17% do volume de operações em relação ao período anterior.
O governo estadual informou à Agência Brasil que não irá se pronunciar.
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