Manifestantes ocupam MinC em protesto contra golpe de Estado
Intelectuais, artistas, coletivos, companhias, estudantes, trabalhadores de vários setores, movimentos sociais e ativistas em geral ocupam há mais de uma semana o Palácio Capanema, Centro do Rio de Janeiro.
A ocupação do Palácio Capanema conta com o apoio de artistas e intelectuais como a diretora teatral Bia Lessa
Por Redação, com Agências de Notícias - do Rio de Janeiro:
Intelectuais, artistas, coletivos, companhias, estudantes, trabalhadores de vários setores, movimentos sociais e ativistas em geral ocupam há mais de uma semana o Palácio Capanema, Centro do Rio de Janeiro. De acordo com o Ocupa Minc RJ, "o propósito é manter o espaço público ocupado com diversas atividades político-culturais como debates, aulas, encontros e apresentações até a definitiva saída do ilegítimo governo interino e o retorno a Democracia Brasileira".
O movimento Ocupa Minc não reconhece os atos praticados pelo presidente de facto, Michel Temer
Em um vídeo divulgado na página do Ocupa Minc RJ no Facebook, a atriz e diretora teatral e de cinema, Bia Lessa, disse que “apesar do governo estar retrocedendo, nós não estamos retrocedendo, nós estamos avançando”. Bia Lessa destacou a diferença entre o Brasil das ocupações e o que agora está no relativo poder.
Segundo a artista, o Brasil das ocupações é "um Brasil de lutas, de arte e de avanços". Já o Brasil no poder "é um Brasil de golpistas, de retrocesso, um governo que, como diz, não é defensável sob nenhum aspecto”. A diretora teatral ainda enfatizou a importância da ocupação e do engajamento dos artistas.
O movimento Ocupa Minc não reconhece os atos praticados pelo presidente de facto, Michel Temer, chamado na rede social de "impostor e ilegítimo a quem chamam de presidente interino do Brasil".
A agenda do Ocupa Minc no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, desta sexta-feira, contará com Sarau Botofé, às 17h, Coro Villa Lobos às 18h; performance e poesia com o grupo Corpos Abertos entre outras ações culturais.
No dia 21 deste mês, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) juntou-se aos manifestantes assim que soube da recriação do Ministério da Cultura.
- O governo demorou, mas enxergou o óbvio. A cultura não pode ser fundida com educação. O Minc [Ministério da Cultura] já tinha uma tradição importante - disse.
Sobre a ocupação, o diretor teatral Marcus Galiña disse: “vamos manter a ocupação, porque somos contra esse governo. Não fez nenhuma diferença a recriação do ministério. Nossa pauta não é essa. Vamos ter força, vamos reverberar e a população vai entender isso”.
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