Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Manifestantes lembram luta de Dorothy pelos povos da floresta

Terça, 07 de Junho de 2005 às 06:17, por: CdB

Nesta terça-feira, dia em que a missionária Dorothy Stang completaria 74 anos, centenas de pessoas se reúnem, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para relembrar sua luta pelos povos da floresta e pedir paz no campo, a presença efetiva do Estado na Amazônia e a federalização do crime cometido contra a freira.

O movimento vai encaminhar um documento ao Palácio do Planalto e outro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O primeiro pedirá a presença efetiva na Amazônia de órgãos como a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O segundo expressará o apoio das entidades organizadoras do protesto à federalização do assassinato de irmã Doroty. Nesta quarta, o tribunal deverá julgar o pedido apresentado pelo procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, de deslocar para a esfera federal o julgamento do crime.

Irmã Dorothy foi assassinada com seis tiros, no dia 12 de fevereiro, em Anapu (PA), por defender os direitos dos trabalhadores rurais contra os interesses de fazendeiros e grileiros da região. Desde 1972, ela trabalhava com as comunidades rurais de Anapu pelo direito à terra e por um desenvolvimento sem destruição da floresta.

A manifestação tem a participação de 14 organizações da sociedade civil: Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, Central Única dos Trabalhadores, Comissão Pastoral da Terra, Conselho Nacional dos Seringueiros, Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Também participam o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, a Fundação Viver, Produzir e Preservar,o Greenpeace, Grupo de Trabalho Amazônico, Instituto de Estudos Socioeconômicos, Instituto Socioambiental e Terra de Direitos.

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