Manifestantes interrompem o tráfego na Ponte Rio-Niterói
Servidores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) fizeram um protesto nesta terça-feira na ponte Rio-Niterói. Os manifestantes fecharam a pista sentido Rio, de acordo com a CCR, concessionária que administra a via. O tempo de travessia na pista sentido Niterói é de 30 minutos.
O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon)
Servidores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) fizeram, na manhã desta terça-feira, um protesto na ponte Rio-Niterói. Os manifestantes fecharam a pista sentido Rio, de acordo com a CCR, concessionária que administra a via. O tempo de travessia na pista sentido Niterói chegou a 30 minutos. A manifestação segue com destino à sede da Petrobras, no Centro do Rio.
Um grupo de pessoas desceram do ônibus no vão central e caminharam pela via. De acordo com a NitTrans, secretaria municipal de Transportes de Niterói, uma ambulância foi impedida de prosseguir com paciente, por causa da interdição na ponte.
A CCR Ponte, disse que a interdição aconteceu a partir da descida do vão central. A Polícia Rodoviária Federal e uma equipe da concessionária que administra a via acompanharam a movimentação. No sentido Niterói, o trânsito apresentou retenção desde a grande curva até a subida do vão central, por conta de curiosos que reduziram a velocidade, segundo informações do jornal O Globo. A BR-101 apresentou reflexo de cinco quilômetros, do Gradim até o acesso à ponte. O motorista também encontrou o trânsito lento na Alameda São Boaventura e na Avenida Jansen de Melo.
A Secretaria de Estado de Transportes informou que o serviço de barcas foi reforçado para atender à população.
O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon).
Tumulto em manifestação no início do ano
Uma manifestação com cerca de 200 funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), realizada no dia 15 de janeiro, no Trevo da Reta, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, terminou em tumulto e com duas pessoas levadas para a 71º DP (Itaboraí) portando bombas caseiras. O protesto tinha relação com os atrasos de pagamento, vale alimentação, plano de saúde e de outros benefícios.
De acordo com a Polícia Militar (PM), policiais do 35° BPM (Itaboraí) acionaram os policiais do Batalhão do Choque (BPChq) para reforçarem o policiamento no local. Ainda de acordo com a PM, os policiais tiveram que usar bombas de efeito moral para conter o tumulto.
O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), em Niterói, região metropolitana, vai ajuizar, até a semana que vem, duas ações civis públicas na Justiça Trabalhista do estado contra a empresa Alumini Engenharia S/A para garantir o direito dos empregados e ex-empregados que trabalharam na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, localizado em Itaboraí, leste fluminense.
A decisão foi anunciada durante uma audiência na quarta-feira convocada pelo procurador do trabalho de Niterói, Maurício Guimarães de Carvalho, responsável pelo inquérito civil que apura o atraso no cumprimento de acordo firmado em 11 de dezembro, entre a Alumini e o MPT-RJ.
As ações vão pedir o pagamento dos salários atrasados do mês de dezembro para cerca de 2,5 mil empregados da Alumini, além da garantia de que não serão demitidos sem receber os recursos rescisórios. O MPT-RJ quer também o pagamento de dano moral coletivo pelos prejuízos causados à sociedade. Para o procurador, o caso não se restringe aos problemas dos empregados. Por causa de uma paralisação dos trabalhadores em protesto pelo atraso dos salários e não pagamento de verbas rescisórias e férias a empregados demitidos, as obras do complexo foram suspensas há cinco dias.
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