Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Manifestantes estão dispostos a retomar protestos pela democracia

Sábado, 14 de Março de 2015 às 14:44, por: CdB
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Milhares de manifestantes enfrentaram chuva durante protesto em defesa da Petrobras
Milhares de manifestantes, militantes de partidos políticos, estudantes, professores e sindicalistas das maiores centrais sindicais do país estão dispostos a voltar às ruas, nos próximos dias, se a presença deles for necessária para a defesa da democracia no Brasil. A afirmação é do líder do MST, João Pedro Stedile. Ele encerrou, na noite passada, a manifestação em apoio à Petrobras e ao governo da presidenta Dilma Rousseff, no Centro da cidade. Protestos semelhantes aconteceram, simultaneamente, em 22 Estados e no Distrito Federal. As manifestações ocorreram dois dias antes dos protestos programados contra Dilma para este domingo, que inclui o pedido de impeachment, considerado ilegal por juristas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). – Já estamos com as botas engraxadas para percorrer o país, em defesa da democracia. Viemos aqui hoje e voltaremos amanhã e depois de amanhã e quantas vezes mais para garantir o Estado de direito – afirmou Stedile. Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade ligada ao PT, João Antonio de Moraes, esteve na avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de sexta-feira e calcula que cerca de 50 mil pessoas protestaram na cidade. Para a Polícia Militar, havia 12 mil participaram das manifestações. A avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo e área de concentração habitual de manifestações, e ruas próximas foram brevemente interditadas. Segundo a PM, já não havia mais bloqueios na cidade, atingida por uma forte chuva no fim da tarde. O movimento foi convocado por entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e sindicatos de estudantes, além da FUP. Sindicalistas petroleiros dizem que não existe a intenção de impactar as operações da Petrobras, muito menos a produção. – Queremos a prisão dos culpados e a devolução do dinheiro – afirmou o diretor da FUP e da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vitor Carvalho, em referência às investigações que apuram o escândalo de corrupção na estatal, que envolveu empreiteiras, ex-diretores e políticos. Carvalho disse ainda que os manifestantes são contra o impeachment de Dilma e que querem defender a democracia "reconquistada nas ruas e na luta" após a ditadura militar. – Nós perdemos três eleições consecutivas e nunca fomos questionar o resultado – afirmou Carvalho. Representante dos funcionários da Petrobras na Bacia de Campos, o Sindicato dos Petroleiros Norte Fluminense (Sindipetro-NF) convocou apenas os trabalhadores de folga, visando evitar impacto na produção. A Bacia de Campos produz mais de 70% do petróleo do país. Manifestações foram marcadas nos Estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Florianópolis, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul; além do Distrito Federal. Sem incidentes A manifestação no Centro do Rio começou na praça da Cinelândia, e caravanas de vários locais do Estado chegaram à cidade. Cerca de 1,2 mil policiais foram destacados para acompanhar as manifestações de apoio e contra o governo Dilma Rousseff, nesta sexta-feira e no domingo, segundo o governo do Estado do Rio. No Centro, um contingente policial foi mobilizado logo cedo na região da Cinelândia e nas imediações da sede da Petrobras. Após a manifestação, porta-voz da PM afirmou que não houve um incidente sequer. – A manifestação transcorreu em paz, sem nenhuma ocorrência – afirmou o oficial PM. Os sindicatos defendem um plebiscito constituinte para reformar o sistema político e acabar com o financiamento privado de campanhas, que, segundo eles, causa corrupção. Eles também protestam contra o monopólio da mídia no país e os ajustes fiscais que "reduzem e limitam direitos e conquistas dos trabalhadores".
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