Quase 60 manifestantes, de origem iraniana se renderam sem incidentes na madrugada desta sexta-feira às autoridades belgas, depois de terem permanecido quase 16 horas entrincheirados em um avião da companhia alemã Lufthansa, no aeroporto de Bruxelas.
Os manifestantes abandonaram o avião às 4h30 GMT (1h30 de Brasília). Imediatamente tiveram "prisão administrativa", que significa controles de identidade e outras verificações, comunicada, informou a porta-voz da polícia belga, Els Cleemput.
Apenas cinco passageiros, dos 57 ou 58 que estavam no avião, se negaram a levantar de suas cadeiras e tiveram que ser retirados à força.
As autoridades belgas haviam apresentado um ultimato aos manifestantes para que abandonassem o avião.
A polícia entregou aos manifestantes um documento no qual explicava que se tratava de uma "última oportunidade" de deixar o avião sem problemas, antes que o aparelho fosse levado para um local afastado do aeroporto, onde "todos seriam detidos administrativamente".
Quase 90 policiais participaram da operação.
A porta-voz afirmou que os manifestantes não estavam armados e não quis se pronunciar sobre suas reivindicações, que ao que parece tinham ligação com a política européia em relação a Teerã.
O aparelho da Lufthansa, procedente de Frankfurt, pousou às 14h03 GMT (11h03 de Brasília) de quinta-feira na capital belga.
- Os outros passageiros e a tripulação abandonaram o avião com calma e chegaram ao aeroporto sem problemas. - declarou Wencke Lemmes, porta-voz da empresa alemã.
Os passageiros têm passaportes de países da União Européia, dizem ser iranianos e entregaram às autoridades belgas 20 páginas de "reivindicações", segundo a porta-voz policial Els Cleemput.
Segundo o correspondente da televisão alemã ZDF em Bruxelas, que conversou por telefone com um dos manifestantes, eles exigiam que UE acabasse com qualquer apoio ao Irã.