Manifestantes do MST ocupam Superintendência da Caixa Federal em Sergipe
Cerca de 500 militantes do Movimento Sem Terra (MST) realizaram uma manifestação em frente a Superintendência da Caixa Econômica Federal em Aracaju nesta quinta-feira. Os ocupantes denunciaram o descaso do banco com os projetos de moradia popular no Estado.
O ato contou com a participação do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU)
Cerca de 500 militantes do Movimento Sem Terra (MST) realizaram uma manifestação em frente a Superintendência da Caixa Econômica Federal em Aracaju nesta quinta-feira. Os ocupantes denunciaram o descaso do banco com os projetos de moradia popular no Estado.
- Estamos ocupando a Caixa Econômica para expressar nossa indignação - ressaltou Esmeraldo Leal, membro da direção do MST em Sergipe.“Centenas de famílias do MST, que já conquistaram a terra, ainda estão morando embaixo da lona, à espera de uma casa.” Segundo o dirigente, inúmeros projetos de moradia popular estão protocolados há anos na Caixa Econômica e no Banco do Brasil, mas não saem do papel por conta de entraves burocráticos.
O ato contou com a participação do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) e do Movimento Sem Casa (MSC). Centenas de famílias urbanas Sem Teto aguardam em acampamentos urbanos precários a execução de projetos de moradia emperrados pelo banco.
A ocupação durou cerca de cinco horas. Enquanto os dirigentes negociavam com os representantes da Superintendência, a militância resistia gritando palavras de ordem e cantando músicas de luta. “Hoje é um aviso que deixamos: Se o banco continuar a tratar o povo deste jeito, vai ter mais mobilizações”, assegurou Esmeraldo Leal.
A mobilização fez parte do 27º Encontro estadual do MST em Sergipe, que está acontecendo de 17 a 20 de dezembro. Durante o Encontro, os militantes Sem Terra expressaram também a indignação com a paralisação da Reforma Agrária.
- No estado de Sergipe, temos até agora 25 famílias assentadas no ano 2013. Este número pode ser ampliado até o final do ano, mas não deve passar de 100 famílias assentadas. É vergonhoso para um estado que conta 8000 famílias acampadas - afirmou Esmeraldo.
O dirigente apontou também uma preocupação muito grande com os assentamentos: “As melhoras prometidas pelo governo não estão chegando até as famílias assentadas.”
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