Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Manifestantes contrários ao impeachment bloqueiam rodovias no Rio

Manifestantes fecharam na manhã desta terça-feira trechos de duas rodovias federais na região metropolitana do Rio de Janeiro

Terça, 10 de Maio de 2016 às 07:12, por: CdB

O fechamento das pistas provocou um engarrafamento de seis quilômetros no sentido sul Fluminense, segundo a polícia

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:

Manifestantes fecharam na manhã desta terça-feira trechos de duas rodovias federais na região metropolitana do Rio de Janeiro, em protesto contra o processo de impeachmentda presidenta da República, Dilma Rousseff. Eles atearam fogo a pneus na Rodovia Rio-Santos (BR-101) e na Via Dutra (BR-116).

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Em protesto contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, manifestantes atearam foto a pneus na Rodovia Rio-Santos (BR-101) na altura do quilômetro 394, em Itaguaí, nos dois sentidos

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Via Dutra, os manifestantes fecharam a pista sentido Rio, pouco antes das 5h, na altura do quilômetro 178, em Nova Iguaçu, com pneus em chamas. A pista foi liberada cerca de 20 minutos depois.

Já na Rio-Santos, os manifestantes também colocaram fogo em pneus na altura do quilômetro 394, em Itaguaí, nos dois sentidos. Fotografias divulgadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em sua rede social mostram pneus queimados e manifestantes segurando faixas com dizeres “Não vai ter golpe” e “Câmara contra o golpe”.

De acordo com a PRF, a manifestação começou pouco antes das 6h30 e durou cerca de uma hora e meia. O fechamento das pistas provocou um engarrafamento de seis quilômetros no sentido sul Fluminense, segundo a polícia.

Cinelândia

Um grupo de manifestantes se reuniram na noite de segunda-feira na escadaria da Câmara de Vereadores, na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, para protestar contra o prosseguimentodo impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado, após o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, ter anulado a sessão que deu continuidade ao processo.

O secretário de Comunicação e Imprensa da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) seção Rio de Janeiro, Paulo Farias, disse que o ato faz parte de uma série de manifestações que a Frente Brasil Popular promove desde a votação do impeachment na Câmara.

– É uma agenda contínua. A gente considera que o jogo está sendo jogado e o Renan (Calheiros, presidente do Senado) está cometendo uma ilegalidade, porque o presidente da Câmara anulou o processo. Manter o calendário do impeachment é uma ilegalidade e o processo será judicializado.

A atriz de teatro de rua Luciana Pedroso disse que a adesão da sociedade à posição contrária ao impeachment aumentou depois do dia 17. Segundo ela, o espetáculo Parlamento Popular, da Trupe Palhaços de Quinta, realizado há dois meses toda terça-feira no Buraco do Lume, na praça Mário Lago, no centro, também tem recebido mais adesões.

– Percebemos uma mudança grande na reação das pessoas. No começo nos agrediam e agora pedem pra participar. A gente faz esse tipo de espetáculo desde 2013, se chamava Artigos para o Golpe. O mensalão já era golpe, proporcionou um assassinato de reputações das lideranças de esquerda. A gente recupera essa função do ator de analisar a situação social e captamos a mudança de postura das pessoas, que estão participando mais e entendendo como ficaria o país em um possível governo (Michel) Temer.

A polícia acompanha o protesto, sem registro de incidentes.

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