Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Manifestantes contra violência policial se fingem de mortos em Nova York

Alunos de escola de medicina dos Estados Unidos encenaram mortes para protestar contra a morte de um homem negro desarmado que levou uma gravata de um policial, e ativistas de Nova York exigiram que a cidade tome medidas após um júri ter rejeitado indiciar o agente envolvido.

Quinta, 11 de Dezembro de 2014 às 09:13, por: CdB
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Manifestantes se fingem de mortos em protesto na Grand Central Station, em Nova York
Alunos de escola de medicina dos Estados Unidos encenaram mortes para protestar contra a morte de um homem negro desarmado que levou uma gravata de um policial, e ativistas de Nova York exigiram que a cidade tome medidas após um júri ter rejeitado indiciar o agente envolvido. Os protestos se intensificaram na semana passada após a decisão do júri de não acusar um policial branco de Nova York pela morte, em julho, de Eric Garner. A decisão foi tomada cerca de uma semana após um júri do Estado de Missouri também não indiciar um policial branco por matar a tiros o adolescente negro Michael Brown. Em Nova York, um grupo que se chama de Liga da Justiça de NY pediu que autoridades locais demitam o policial Daniel Pantaleo por causa da morte de Garner. Eles também pediram a indicação de um promotor especial para investigar o caso e requisitaram leis mais claras sobre o uso de força letal pela polícia. O empresário de hip-hop Russel Simmons, que está por trás do selo musical Def Jam Records, disse ter falado com o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, e com o prefeito da cidade, Bill de Blasio, sobre as demandas do grupo. - As demandas são tão legítimas e tão fáceis de entender - disse Simmons. As mortes de Garner e Brown agravaram as já tensas relações entre a polícia e norte-americanos negros, e reacenderam o debate nacional sobre a questão racial. Alunos de cerca de 70 escolas médicas ao redor do país, incluindo Chicago, Atlanta e Boston, encenaram uma "morte coletiva" na quarta-feira para protestar contra as mortes. Enquanto isso, a polícia disse que mais de 100 manifestantes marcharam em Berkley, cidade californiana com uma história de ativismo social. Sob um céu nublado, o grupo foi menor do que no começo da semana, quando manifestantes na área atiraram pedras contra a polícia e fecharam uma grande rodovia.
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