Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Manifestantes bloqueiam entrada do Ministério da Fazenda

Trezentos manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloquearam a entrada de serviço do Ministério da Fazenda. Eles chegaram de ônibus de áreas do Entorno do Distrito Federal.

Quarta, 11 de Março de 2015 às 08:53, por: CdB
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Esse foi o segundo bloqueio da entrada de serviço do Ministério da Fazenda esta semana
Trezentos manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloquearam a entrada de serviço do Ministério da Fazenda. Eles chegaram de ônibus de áreas do Entorno do Distrito Federal. Thiago Ávila, um dos manifestantes, disse que a vinda do MTST ao Ministério da Fazenda ocorre pelo “simbolismo” representado por essa área do governo. “É o ministério responsável pela política econômica, por isso escolhemos vir para cá.” Outra manifestante, Eduarda Maria da Conceição, disse que os integrantes do MTST só sairão do local depois que o governo garantir que a terceira etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida “sairá do papel”. Esse foi o segundo bloqueio da entrada de serviço do Ministério da Fazenda esta semana. A outra manifestação ocorreu na segunda-feira, quando ativistas da Fundação Educafro ocuparam a área interna da portaria de serviço do ministério. A outra entrada, a que dá acesso ao gabinete do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está sendo protegida pela Polícia Militar.

MST faz manifestação

Um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile confirmou que haverá manifestação a favor da Petrobras na próxima sexta-feira, em antecipação aos protestos contra o governo marcados para o próximo domingo. “Nós vamos sair [às ruas] antes. Vamos fazer protestos em favor da Petrobras e também pelas causas do nosso movimento”, disse Stédile ao participar nessa terça-feira do programaEspaço Público, da TV Brasil. “As ruas são democráticas. As ruas são a única forma de o povo se politizar. Eu não vejo problema em que a direita chame manifestações, desde que respeite as nossas.” Ele respondeu ainda a uma pergunta sobre declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ocasião de outra manifestação pró-Petrobras, em fevereiro. Lula disse que queria “paz e democracia”, mas que também “sabia brigar", sobretudo quando o Stédile colocasse "o exército dele" nas ruas. Segundo o líder do MST, o “exército” citado pelo ex-presidente não é no sentido bélico e sim da mobilização social que o MST poderia trazer. “Eu estava lá naquele ato e disse ao Lula que estávamos sendo atacados pela burguesia e que tínhamos de defender a Petrobras nas ruas. Disse a ele: 'Você, Lula, é o líder popular que pode levar o povo às ruas'. E aí o Lula falou aquilo de 'exército do Stédile'”. O líder do MST defendeu também a reforma política. Para ele, o financiamento feito por empresas faz com que o candidato eleito não se comprometa com a população, e sim com quem financiou a campanha. A reforma política, para Stédile, é a melhor forma de combater a corrupção no país.
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