Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Manifestações prosseguem pela renúncia do governo de Hong Kong

Confrontos violentos eclodiram em uma das mais famosas e congestionadas áreas comerciais de Hong Kong nesta sexta-feira, distante do centro da cidade, quando centenas de partidários do regime chinês atacaram acampamento e arrancaram faixas de manifestantes pró-democracia, forçando muitos a recuar.

Sexta, 03 de Outubro de 2014 às 08:09, por: CdB
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Manifestantes pró-democracia entram em confronto com manifestantes contrários ao movimento no centro de Hong Kong
Confrontos violentos eclodiram em uma das mais famosas e congestionadas áreas comerciais de Hong Kong nesta sexta-feira, distante do centro da cidade, quando centenas de partidários do regime chinês atacaram acampamento e arrancaram faixas de manifestantes pró-democracia, forçando muitos a recuar. Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Hong Kong na semana passada para exigir democracia plena na ex-colônia britânica, incluindo um sistema de votação livre quando for escolhido o novo dirigente da região em 2017. O governante de Hong Kong, Leung Chun-ying, concordou em abrir negociações com manifestantes pró-democracia, mas recusou-se a renunciar. Com o apoio do governo chinês, Leung deixou claro que não irá recuar diante das piores distúrbios da cidade em décadas. O Secretário de Finanças, John Tsang, advertiu que os contínuos protestos no distrito financeiro poderiam causar danos "permanente" para a cidade, centro financeiro asiático. O número de participantes na manifestação diminuiu em alguns locais de protesto e em torno da área central em meio à chuva que caia nesta sexta-feria e pelo fato de a população de Hong Kong voltar ao trabalho depois de um feriado de dois dias. Risco de “caos” Pequim advertiu que os protestos pró-democracia em Hong Kong podem empurrar a cidade para o “caos” e reafirmou “forte apoio” ao chefe do governo, CY Leung, cuja demissão é exigida nas ruas pelos manifestantes. “O Governo Central vai continuar firme e inabalável no apoio às medidas e políticas adotadas pelo líder CY Leung e pela polícia da Região Administrativa Especial na gestão desses protestos ilegais, de acordo com a lei”, diz editorial publicado na primeira página do Diário do Povo, jornal do órgão central do Partido Comunista Chinês. “Se os assuntos não forem tratados de acordo com a lei, a sociedade de Hong Kong vai entrar no caos”, acrescenta o artigo. O jornal refere-se aos manifestantes – que pedem sufrágio universal pleno e a demissão de CY Leung – como estando, de forma egoísta, a perturbar a ordem social, de forma a prejudicar a estabilidade social e a prosperidade econômica de Hong Kong. Desde a escalada de protestos no último domingo passado, Pequim tem manifestado apoio às autoridades da antiga colônia britânica e oposição ao que chama de “atos ilegais”. Esta semana, as autoridades chinesas detiveram uma dezena de ativistas em todo o país e interrogaram 60 que expressaram apoio às manifestações pró-democracia em Hong Kong, de acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional. Isso “só vem reforçar a razão pela qual tantas pessoas em Hong Kong temem o crescente controle de Pequim sobre os assuntos internos da cidade”, disse em comunicado William Nee, representante da Anistia Internacional na China.
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