Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Manifestações marcam abertura da Conferência Nacional de Educação

Segunda, 29 de Março de 2010 às 08:10, por: CdB

Pouco depois da  abertura oficial da Conferência Nacional de Educação (Conae), neste domingo, um grupo de professores, funcionários e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) entrou no auditório onde ocorreria a cerimônia. A intenção era mostrar os motivos da greve que promovem na instituição.

A entrada no auditório dos cerca de 150 manifestantes, no entanto, foi tumultuada. Houve troca de socos e pontapés entre estudantes e seguranças. Depois de conseguir entrar, o grupo fez um acordo com a organização da Conae para apresentar os motivos da greve aos delegados presentes na abertura do encontro.

Em pouco mais de dez minutos, alunos, funcionários e professores da UnB disseram que a greve é unificada, apoiada por todos os setores do campus e motivada principalmente pela possibilidade de parte dos servidores deixar de receber a Unidade de Referência de Preços (URP). O índice, pago por decisão judicial, representa mais de um quarto dos salários dos servidores da UnB (26,05%).

Depois disso, como combinado com a organização do evento, os manifestantes deixaram o local. A abertura oficial, com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, começou 30 minutos depois.

A Conferência Nacional de Educação (Conae) pretende traçar diretrizes para o próximo Plano Nacional de Educação que vai vigorar de 2011 a 2020. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os delegados que estarão na conferência até quinta-feira deverão definir as diretrizes do futuro plano e os parâmetros de investimentos.

– O próximo plano não pode se fixar em metas meramente quantitativas. Não adianta apenas entender. É preciso atender bem, é preciso ter qualidade –, afirmou, ressaltando a importância de se pensar nos meios que possibilitarão o financiamento da educação.

Antes da abertura, as manifestações couberam a alunos, professores e funcionários da Universidade de Brasília UnB) e durante a cerimônia, aos servidores efetivos do Ministério da Educação (MEC). Enquanto Haddad falava com a plateia, foram mostradas no auditório faixas levadas por integrantes do Movimento de Valorização dos Trabalhadores em Educação (Movate MEC) reivindicando um plano de carreira para a categoria.

O ministro defendeu o piso nacional do magistério e reconheceu que além dele, é preciso aprovar um plano de carreira.

– Acho justo quando dizem que é difícil atingir metas de qualidades sem ter os meios –, comentou.

Haddad disse ainda em seu discurso que uma das grandes conquistas da área educacional nos últimos anos é a consciência dos gestores de que é preciso investir amplamente, sem focar apenas na educação infantil ou superior, como já ocorreu.

– Um dos méritos é tomar a educação a partir de uma visão de conjunto. Se queremos levar a educação a sério, é da creche à pós-graduação.

Cerca de 3 mil pessoas, entre gestores, representantes de movimentos sociais, acadêmicos e profissionais da educação, devem participar da Conae, que terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira.

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