Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Manifestações estudantis recebem apoio internacional

Quinta, 11 de Agosto de 2011 às 20:18, por: CdB

Osmilhares de manifestantes chilenos não estão sozinhos na luta por uma educaçãogratuita. Nos últimos dias, as mobilizações chilenas também ganharam força forado país. Ontem (10), a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação(Clade) divulgou uma nota de apoio ao movimento estudantil do Chile e derechaço à criminalização dos protestos.

Nocomunicado, a Campanha expressou solidariedade ao movimento chileno por umaeducação pública igualitária, gratuita, universal e livre de discriminações."Nos unimos ao conjunto de demandas que tem levantado o movimento estudantilchileno em torno da gratuidade da educação, da abolição de toda forma dediscriminação e segregação socioeconômica no sistema escolar, do levantamentodo lucro que se pratica de maneira ilegal e da edificação de um sistemaeducativo público capaz de garantir educação disponível, acessível, aceitável eadaptável para todos os cidadãos e todas as cidadãs chilenas”, declarou.

Naocasião, Clade ainda rechaçou as repressões contra as manifestações cidadãs,demandando do Estado chileno a garantia da integridade dos protestos pacíficosrealizados nos últimos meses por estudantes e demais atores sociais do país.

"Dianteda crescente repressão que o movimento estudantil chileno vem sendo objeto nasúltimas semanas, a Clade manifesta seu rechaço categórico a toda tentativa dedesrespeito ou criminalização da divergência e aponta que a natureza de umasociedade democrática confere o protesto social e a divergência cidadã umstatus estruturador do debate público e, ao contrário de negá-lo, acolhe-o comolegítimo, inscrevendo as diversas vozes cidadãs nos processos de discussão edesenho das políticas públicas”, comentou.

Amanifestação de apoio aos estudantes não partiu apenas da CampanhaLatino-Americana pelo Direito à Educação (Clade). De acordo com a Federação deEstudantes da Universidade do Chile (Fech), alunos e ativistas sociais deoutros países também foram às ruas para manifestar apoio às mobilizaçõeschilenas.

Naterça-feira passada (9), por exemplo, cerca de 5 mil estudantes argentinosrealizaram ações de apoio. Espanha, Suíça, Holanda, Austrália e Suécia tambémforam cenários de atos em solidariedade aos chilenos. Segundo a Federação, nospróximos dias, estudantes de Lima e Tacna, no Peru, realizarão uma marcha paratambém mostrar apoio à população do Chile.

"Atéo momento, nos fizeram chegar apoios e saudações desde países como Argentina,Brasil, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Alemanha, França, Suécia, Suíça,Nova Zelândia, Canadá e Congo”, destacou Fech.

Por uma educaçãogratuita

Asmobilizações estudantis se intensificaram a partir do final de abril passado.Dentre as demandas, estão: aumento da porcentagem do Produto Interno Bruto(PIB) para educação, reestruturação do Sistema de Bolsas e Ajudas Estudantis, egarantia de uma educação gratuita, plural, democrática e de qualidade.

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