Manifestações contra queima de livro sagrado no Afeganistão deixam mais mortos
Dois policiais morreram e 20 pessoas ficaram feridas no domingo na cidade afegã de Kandahar, no segundo dia de protestos na região contra a queima de um exemplar do Alcorão por um pastor nos Estados Unidos, disse um funcionário local.
Dois policiais morreram e 20 pessoas ficaram feridas no domingo na cidade afegã de Kandahar, no segundo dia de protestos na região contra a queima de um exemplar do Alcorão por um pastor nos Estados Unidos, disse um funcionário local.
– A informação que temos é de que dois policiais morreram e outras 20 pessoas, incluindo policiais, manifestantes e cidadãos, estão feridas – disse à agência inglesa de notícias Reuters Ahmad Wali Karzai, chefe do conselho provincial de Kandahar, situada no sul do Afeganistão.
Outras 14 pessoas, sendo duas crianças, ficaram feridas pela explosão de um bujão de gás roubado de uma loja, afirmou o porta-voz do governador de Kandahar.
Apelo
Presidente afegão, Hamid Karzai pediu neste domingo ao Congresso dos Estados Unidos que os parlamentares condenem a queima do Alcorão por um pastor radical norte-americano e evitem que isso aconteça novamente, afirmou seu gabinete em comunicado. Karzai fez o pedido durante um encontro com o embaixador norte-americano, Karl Eikenberry, e o general David Petraeus, comandante das forças dos EUA e da Otan no Afeganistão, informou o comunicado.
Eikenberry leu para Karzai a condenação feita anteriormente pelo presidente dos EUA, Barack Obama, à queima do Alcorão, segundo o comunicado, que não incluiu nenhuma reação do líder afegão. O pastor cristão Terry Jones, que no ano passado havia cancelado planos de queimar o Alcorão, após condenação internacional, supervisionou na semana passada a queima do livro sagrado dos muçulmanos diante de um grupo de 50 pessoas, numa igreja do Estado da Flórida, nos EUA, segundo seu website.
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