Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Manifestações ajudaram a melhorar a vida do brasileiro, afirma a presidenta

Terça, 08 de Outubro de 2013 às 07:23, por: CdB
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Dilma fala ao Programa do Ratinho, no SBT, e diz que se sente sozinha e, de vez em quanto, costuma dar uma fugida
"Dificilmente, sem as manifestações de junho nós teríamos conseguido os royalties para a educação. Eu já tinha mandado duas vezes para o Congresso (a proposta)", disse a presidenta Dilma Rousseff, em entrevista ao Programa do Ratinho, da TV SBT, exibida na noite desta 2ª-feira. – Nós não teríamos conseguido de uma forma tão rápida estruturar e agora estar conseguindo aprovar, já aprovamos na comissão (especial), o Mais Médicos – acrescentou. Em junho, milhares de pessoas foram às ruas em todo país protestar por melhores serviços públicos e contra a corrupção. Após os protestos, a avaliação da presidenta nas pesquisas de opinião despencou e Dilma ainda não recuperou o apoio que tinha antes dos protestos. A destinação de 75% dos recursos dos royalties obtidos com a exploração de petróleo na camada pré-sal foi aprovada pelo Congresso em agosto e era uma dos pactos sugeridos pela presidente para dar uma resposta às manifestações. O programa Mais Médicos, que deve ser aprovado no plenário da Câmara nesta semana, também foi uma proposta pela presidente como resposta aos protestos e ainda gera polêmica com as entidades médicas. Dilma afirmou ainda que será preciso fazer uma "campanha pela Copa" no país e defendeu os investimentos feitos para construir e reformar os estádios para o torneio mundial de 2014. Segundo ela, o governo federal não destinou recursos do Orçamento para as arenas e apenas disponibilizou 400 milhões de reais de financiamento para cada uma delas. Os estádios que sediaram a Copa das Confederações neste ano foram cenário de várias manifestações, com a população questionando os gastos nas arenas em detrimento de mais recursos para saúde e educação. – Do Orçamento da União não colocamos um tostão (nos estádios). Colocamos em mobilidade urbana e telecomunicações – argumentou a presidente. Fuga de vez em quanto Questionada sobre que cobranças teria feito ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, depois das denúncias espionagem ao Brasil e à autoridades brasileiras, Dilma afirmou que pediu que ele se desculpasse e que garantisse que não haveria mais ações nesse sentido. Segundo ela, como Obama não atendeu ao pedido foi obrigada a adiar a visita de Estado que faria aos Estados Unidos. – Deixei claro para ele duas coisas: primeiro, que o Brasil sabia se defender, então ninguém precisa defender o Brasil contra terrorismo; segundo, que não é possível afirmar direitos humanos de um país em detrimento dos direitos humanos de outro país – afirmou Dilma. As denúncias de espionagem são baseadas em documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden e têm sido divulgadas pela mídia revelando que a agência norte-americana usou programas secretos de vigilância da Internet para monitorar as comunicações no Brasil. Frequentemente monitorada, Dilma confessou ao apresentador que sente saudades de caminhar na rua. – A gente fica (sozinha) sim, Ratinho. Um prazer que todo mundo tem é andar na rua. A gente gosta de esquina, de bar, de boteco. Tem que ter gente andando na rua. (...) Eu não me incomodo que me peçam para tirar fotografia. Mas eu penso só: de que adianta eu sair com um monte de gente por todos os lados? Só fugindo. E às vezes eu fujo – admitiu, com um leve sorriso, a presidenta. Dilma também contou ao apresentador que parte do seu tempo de lazer ela ocupa com leituras e filmes. – Quando eu não tinha livro, eu já li até bula de remédio. Eu lia qualquer coisa. Ler para mim é uma forma de você ver o mundo. Eu tenho lido em tablet, mas eu gosto de livro com papel e cheiro. Eu gosto de papel, e nisso eu sou completamente antiga. O dia que falar pra mim 'vai acabar o livro', eu vou lutar para não acabar – disse. A presidenta também comentou a relação dela com o neto, Gabriel, em meio à rotina atarefada no Palácio da Alvorada. – Eu sempre digo pro meu neto: não pega nisso que é do povo brasileiro. Ele vai crescer querendo saber quem é esse povo brasileiro, porque tudo é do povo brasileiro – brincou Dilma, apontando para objetos de decoração do palácio.
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