Uma nova manifestação no Leblon, na Zona Sul do Rio, próximo ao prédio onde mora o governador, Sérgio Cabral, nesta quarta-feira, acabou em confusão e 15 pessoas foram detidas.
O protesto começou pacífico por volta das 17h30 e reuniu centenas de pessoas
Uma nova manifestação no Leblon, na Zona Sul do Rio, próximo ao prédio onde mora o governador, Sérgio Cabral, nesta quarta-feira, acabou em confusão e 15 pessoas foram detidas. O protesto começou pacífico por volta das 17h30 e reuniu centenas de pessoas. Às 22h45, começou um confronto entre um grupo de manifestantes e PMs e foram ouvidos os primeiros estrondos de bombas de gás lacrimogênio, causando correria.
Em seguida, um grupo de mascarados iniciou a depredação de pontos de ônibus, telefones públicos, vitrines, fachadas de prédio, bancos e carros. O vandalismo continuou por Ipanema e Lagoa até a madrugada, e várias lojas foram saqueadas. Devido ao tumulto, Sérgio Cabral convocou para esta quinta-feira uma reunião de emergência, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul, com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame; a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha; o comandante da Polícia Militar, coronel Erir da Costa Filho; e os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner; e de Governo, Wilson Carlos Carvalho.
Segundo a Polícia Militar, pelo menos 500 pedras portuguesas foram retiradas da calçada. Quatro PMs ficaram feridos com pedradas. Uma quinta policial se feriu ao ser atingida nas costas por uma bomba de fabricação caseira. O número de manifestantes feridos não foi confirmado. Ainda de acordo com a PM, um dos presos foi um jovem que carregava um coquetel molotov.
Fogueiras com lixo e papel interditaram várias ruas no entorno da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, e da Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. Dezenas de bombas de gás foram atiradas pelo Batalhão de Coque para dispersar o protesto. Funcionários de bares e restaurantes da região, uma das mais nobres e badaladas da cidade, reclamaram do prejuízo. O último ato em frente ao prédio onde vive Sérgio Cabral havia sido no dia 4 de julho e também terminou em confusão.
De acordo com a página do protesto no Facebook, o grupo reivindica CPIs da Delta, da Copa e do Helicóptero (cujo uso por Cabral é investigado pelo MP). Os manifestantes também se dizem contra a privatização do Maracanã, o fim do antigo Museu do Índio, as remoções compulsórias e as privatizações por conta da Copa. Pedem ainda a desmilitarização da polícia e o impeachment do governador Sérgio Cabral e do vice, Pezão.
Entre os cartazes, havia mensagens com críticas à saúde pública, ironias sobre a ação da polícia durante as manifestações, críticas ao uso pessoal do helicóptero oficial pelo governador, entre outros temas. Em coro, manifestantes gritavam palavras de ordem hostilizando o governador. Uma barreira com policiais militares impediu a aproximação das pessoas do prédio onde ele reside.
Manifestantes gritavam palavras de ordem hostilizando o governador. Uma barreira com policiais militares impediu a aproximação das pessoas do prédio onde ele reside. Em nota, o governador Sérgio Cabral declarou que “a oposição busca antecipar o calendário eleitoral criando constrangimentos à governabilidade". "O governador, legitimamente eleito por 67% dos votos no 1º turno nas ultimas eleições, reitera o seu compromisso de continuar a manter o Rio de Janeiro na rota do desenvolvimento social e econômico."
Em nota, o governador Sérgio Cabral declarou que “a oposição busca antecipar o calendário eleitoral criando constrangimentos à governabilidade. O governador, legitimamente eleito por 67% dos votos no 1º turno nas ultimas eleições, reitera o seu compromisso de continuar a manter o Rio de Janeiro na rota do desenvolvimento social e econômico.”
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