Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Manifestação suspende seminário sobre Reforma Política no RS

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi chamado de homofóbico durante uma manifestação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira.

Segunda, 30 de Março de 2015 às 07:36, por: CdB
Eduardo-Cunha6-300x168.jpg
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é chamado de homofóbico em Porto Alegre
Uma manifestação que ocorre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira, suspendeu seminário promovido pela Comissão Especial da Reforma Política em Porto Alegre (RS). Durante a apresentação dos integrantes da mesa de debates e mesmo durante a execução do hino nacional, a plateia começou a se manifestar com apitos e com gritos de “fora Cunha”, “homofóbico”, “racista”. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Edson Brum, chegou a começar o seu pronunciamento, mas diante das manifestações da plateia, que continuou dirigindo palavras contrárias ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, Brum decidiu suspender os trabalhos por alguns minutos. - Registro aqui a intolerância que acabamos de assistir. Aqueles que não respeitam nem sequer o hino nacional não podem ter o direito a qualquer outra manifestação democrática. O contraditório, o diálogo, é sempre muito bem-vindo. Mas foi lamentável a intolerância - disse Cunha. O evento faz parte da agenda de trabalho da comissão nos estados e tem o objetivo de debater com especialistas, autoridades e a população temas relacionados à reforma política, como o financiamento de campanha, o sistema eleitoral, o voto facultativo, o fim da reeleição, entre outros. O encontro ocorre no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A Comissão Especial da Reforma Política já esteve em seis estados: Ceará, Piauí, Maranhão, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. As próximas audiências públicas devem ser realizadas em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e em Sergipe. O seminário “Visões para construir a mudança”, tem a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do relator da Reforma Política na Câmara dos Deputados, Marcelo Castro (PMDB-PI), do governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, vice-presidente da República, Michel Temer, do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Edson Brum, além de entidades da sociedade civil e da população. Vaias em São Paulo Na sexta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi vaiado e chamado de homofóbico. Durante o protesto foram ouvidos os gritos de “o povo quer falar”, “Constituinte já” e “machistas, fascistas, não passarão! Fora, Cunha”. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Fernando Capez, determinou a suspensão da sessão por dez minutos. Cunha criticou a manifestação ao dizer que “a educação manda que é preciso escutar antes de se manifestar”. – Os intolerantes mostram que não estão a altura do lugar onde estão, que é o Parlamento. O objetivo do Câmara Itinerante é ouvir a população, ouvir propostas para levar a debates. A minoria não vai atrapalhar o interesse da maioria – disse o presidente da Câmara.
Tags:
Edições digital e impressa