Vestidos de pretos e segurando flores, bandeiras do Brasil e faixas de protesto, familiares de vítimas do acidente com o avião da TAM fizeram neste domingo uma caminhada pelas ruas de São Paulo cobrando respeito, justiça e soluções do governo e das companhias aéreas. A manifestação começou por volta das 9h, no Parque do Ibirapuera, e terminou por volta das 12h30, em frente ao prédio da TAM Express, onde houve orações, minutos de silêncio e onde os manifestantes - alguns chorando - cantaram o Hino Nacional.
A manifestação foi organizada por diversas entidades não-governamentais, que solicitaram que nenhuma bandeira de partido político estivesse presente na caminhada. Em vários momentos, houve críticas contra o governo federal. Sérgio Morisson, um dos idealizadores da manifestação e organizador da campanha Rir para não chorar, afirmou não ter parentes ou amigos entre as vítimas, mas ter “comprado a dor” dos familiares.
- Eu quero esse país diferente porque do jeito que está, não dá para continuar. A sociedade precisa ter atitude e aqui está o exemplo - disse.
Morisson disse ter procurado várias associações, como a Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreso (Abrapavaa), a Casa do Zezinho, a Fundação SOS Mata Atlântica, a Informado e Atuante (Cria Brasil), entre outras, para organizar a manifestação, que pretende ser um movimento não-partidário.
- É um movimento da sociedade. Está sendo exatamente a nossa voz que está ecoando - afirmou.