Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Manifestação condena seqüestro e tortura de repórteres

Segunda, 02 de Junho de 2008 às 16:52, por: CdB

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas promoveram na tarde de nesta segunda-feira, no centro do Rio, um ato de repúdio ao seqüestro e tortura dos repórteres do jornal carioca O Dia. O protesto ocorreu no mesmo dia em que o assassinato do jornalista Tim Lopes por traficantes completa seis anos.

No dia 14 de maio último, repórteres de O Dia foram seqüestrados e torturados por integrantes de uma milícia. Os jornalistas estavam morando havia duas semanas na Favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O objetivo deles era preparar uma matéria que mostrasse como vivem as pessoas em um local controlado pelas milícias.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio classificou o ato como um dos mais graves atentados à liberdade de informação. Segundo a presidente do sindicato, Suzana Blass, a competição existente entre os meios de comunicação e os próprios jornalistas propicia a exposição dos profissionais ao perigo.

Ainda de acordo com Suzana, o jornal O Dia não soube avaliar os riscos que esse tipo de investigação envolve.

– Precisamos ter a consciência de que no Rio de Janeiro existem áreas de exceção e que a gente não pode fazer cobertura nestes locais como se estivesse indo para a Zona Sul fazer matéria sobre praia. Temos que ter noção do que se pode fazer e de que a vida do repórter é mais importante do que a concorrência, o furo jornalístico e qualquer prêmio de imprensa que o repórter possa ganhar – ressaltou Suzana Blass.

Segundo ela, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio vai se reunir com as empresas de comunicação para traçar estratégias que possibilitem uma cobertura de qualidade da violência na cidade, sem prejuízo à integridade dos jornalistas. O jornal O Dia preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

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