Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Mangueira nega existência de passagem secreta para tráfico em quadra da escola

Quarta, 09 de Janeiro de 2008 às 19:27, por: CdB

A presidente da agremiação Estação Primeira de Mangeuria, Eli Gonçalves, mais conhecida como Chininha, decidiu mostrar as instalações da escola nesta quarta-feira para negar a existência de uma passagem secreta, que seria usada pelo tráfico, apontada pela polícia depois de uma operação realizada na terça-feira no morro.

Durante a visita, no entanto, descobriu-se que existe uma casa, que teria sido alugada pelo ex-presidente da bateria, Ivo Meirelles, abaixo do camarote dos ritmistas. Em um dos cômodos, é visível a obra recente para fechar uma suposta passagem improvisada em uma das paredes que dá acesso ao morro. Uma janela aberta também permite a visão da favela.

— Somos a única escola em que a quadra está dentro do morro. Não temos alternativa. Ou continuamos aqui ou saímos e a escola perde suas raízes, sua tradição e os benefícios para a comunidade —, defendeu Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, que faz parte do conselho da agremiação.

Sobre a afirmação da polícia, de que teria provas de envolvimento do tráfico com a escola, Chininha alegou que não tem como impedir a entrada das pessoas, seja quem for, na quadra da escola.

— Quem investiga e tem as provas e competência para fazer isso, que faça —, disse.

Quanto ao caso do traficante Francisco Testas Monteiro, o Tuchinha, que assina como um dos compositores do samba enredo e agora está foragido, Chininha disse que quando participou da escolha do samba ele estava em liberdade. A 17ª DP (São Cristóvão) conseguiu um novo mandado de prisão contra Tuchinha.

Chiquinho da Mangueira também não negou que o traficante freqüentasse a escola.

— Dizer o contrário seria uma hipocrisia. Ele compôs um samba que foi vencedor e, certamente, estava nos ensaios —, disse.

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