O Manchester United minimizou na terça-feira reportagens dizendo que o clube poderia ser alvo de um ataque suicida.
O jornal britânico Sun disse que o estádio do clube, o Old Trafford, com capacidade para 67.000 pessoas, era o alvo de um ataque terrorista de suspeitos presos pela polícia na segunda-feira.
Mas Phil Townsend, porta-voz do clube, disse: ``Old Trafford não foi identificado como alvo pela polícia.''
Segundo o Sun, uma fonte policial disse que os suspeitos compraram entradas para diferentes lugares no jogo de sábado, contra o Liverpool.
``O complô envolvia diversos homens-bomba em partes separadas do estádio'', disse a fonte ao jornal. ``Se tivesse sucesso, um ataque deste tipo causaria uma carnificina absoluta.''
Dez pessoas foram presas sob as leis antiterror em uma série de ações envolvendo 400 policias na Inglaterra na segunda-feira. Segundo reportagens, os suspeitos seriam do Norte da África e de origem curda iraquiana.
A polícia disse que as pessoas foram presos ``sob suspeita de estarem concentradas na preparação e instigação de atos de terrorismo.''
A polícia e o Ministério do Interior recusaram-se a comentar a reportagem do Sun. ``Não podemos entrar em comentários sobre inteligência e sobre informação por trás de operações da polícia e do serviço de segurança'', disse uma porta-voz do ministério.
O chefe-assistente da polícia da Grande Manchester disse que está ciente das grandes ``especulações sobre possíveis alvos.''
``Como em qualquer operação contraterrorista, não vamos confirmar ou negar quaisquer alvos'', disse ele em comunicado.
Townsend disse que o clube está em contato com a polícia, mas ressaltou que não há nada fora do normal sobre os dois jogos desta semana.
Um ataque durante um jogo entre Manchester United e Liverpool -- um dos maiores clássicos do futebol inglês -- seria transmitido ao vivo para o mundo inteiro. Os times estão em terceiro e quarto lugares no Campeonato Inglês.
A Grã-Bretanha está em estado elevado de alerta para ataques depois das explosões em trens de Madri que mataram 191 pessoas em 11 de março. O chefe da polícia de Londres, Sir John Stevens, vem repetindo que um ataque, provavelmente suicida, é inevitável.