Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

MAM comemora 60 anos com cinco exposições

O sessentão mais charmoso do Rio. Talvez essa seja a melhor descrição para o Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro (MAM), que abre, nesta quarta-feira, cinco exposições para comemorar seus 60 anos. O grandioso espaço mostra que atrai visitantes não apenas por sua bela arquitetura. (leia mais)

Quinta, 30 de Outubro de 2008 às 14:35, por: CdB

O sessentão mais charmoso do Rio. Talvez essa seja a melhor descrição para o Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro (MAM), que abre, nesta quarta-feira, cinco exposições para comemorar seus 60 anos. O grandioso espaço mostra que atrai visitantes não apenas por sua bela arquitetura e pela paisagem que o rodeia.  

Após inaugurar as exposições Coleção Gilberto Chateaubriand e Alex Flemming, o MAM recebe cinco módulos que ocuparão a maior parte do espaço: Construção, Arte Brasileira 1963-1978, Formação das Coleções, Cinemateca e Pré Bienal de Paris 1969. Todas ficarão em cartaz até o dia 4 de janeiro de 2009.

O módulo Construção, com curadoria de Rosana de Freitas (coordenadora do Centro de Pesquisa e Documentação do MAM), ficará no foyer e mostrará as várias etapas de construção do prédio, através das maquetes originais e de três vídeos com imagens deste trabalho.

Já o módulo Cinemateca será abrigado no segundo andar e tem curadoria de Hernani Heffner – conservador do arquivo de filmes da Cinemateca do MAM. A exposição/ instalação mostra a fase de luta contra a Ditadura Militar e, segundo o curador, recupera alusões, fragmentos, vestígios de um tempo censurado, de uma arte censurada e da luta de um arquivo de filmes contra a perda física e o esquecimento histórico.

Nas artes plásticas, o curador do MAM, Reynaldo Roels Jr., preparou três exposições comemorativas para o 'MAM 60 anos'. Arte Brasileira 1963-1978 mostra o surgimento, em 1963, dos primeiros sinais de uma alternativa, não-abstrata e não-geométrica, ao projeto brasileiro na arte. Já o terceiro andar do MAM abrigará no Espaço Gilberto Chateaubriand a exposição Formação das Coleções e a remontagem Pré-Bienal de Paris 1969. A primeira exibirá obras de Anita Malfatti, Max Bill, Ernesto de Fiori, Carlos Zílio, Bruno Giorgi, Jackson Pollock, Henri Michaux, Robert Motherwell, Pierre Soulages, César e Jorge de la Vega, entre outros.

Já a Pré-Bienal... apresentará Evandro Teixeira, Antônio Manuel e Humberto Espíndola, artistas desta montagem censurada à época – abriu e foi fechada logo em seguida – que representariam o Brasil na Bienal de Paris, em 1969. Segundo Reynaldo, a remontagem é parcial e a obra de Humberto Espíndola não é a que foi exposta, apenas uma da mesma série, já que o MAC da Universidade de São Paulo (MAC-USP) não pôde emprestar a obra por ela já estar comprometida com outra exposição. 

O Museu de Arte Moderna viu nascer parte considerável dos movimentos artísticos brasileiros e lançou vários artistas importantes. O Grupo Frente (1954) foi formado a partir da primeira turma de adultos de Ivan Serpa no MAM. O Neoconcretismo (1959), o Ateliê de Gravura (1959), a Nova Objetividade Brasileira (1967), as exposições "Opinião 65" e "Opinião 66", as mostras Resumo JB (1964- 1972), os Salões de Verão (1969-1974), os Domingos da Criação (1971) e a Área Experimental (1975-1976) foram alguns dos incontáveis eventos e artistas que passaram pelas instalações do museu.  
 
As exposições acontecem de terça a sexta-feira, das 12h às 18h, e, aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h (a bilheteria fecha sempre 30 minutos antes do término do horário de visitação). Os ingressos custam R$ 5,00 - estudantes, idosos e crianças de até 12 anos em grupos pagam R$ 2,00. O MAM fica na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Parque do Flamengo. Informações pelo telefone (21) 2240-4944.

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