O ex-prefeito Paulo Maluf voltou a negar que tenha contas em bancos na Suíça. Além disso, disse que na terça ou quarta-feira providenciará uma escritura pública de sessão de direitos para que quem encontrar o dinheiro fique com o mesmo.
Na última sexta-feira, extratos bancários enviados de Genebra ao Brasil aumentaram as suspeitas contra Maluf. Os documentos estão sendo analisados por uma força-tarefa de promotores e procuradores da República que conseguiram, pela primeira vez, a quebra no exterior do sigilo bancário de um político brasileiro.
Os extratos mostram que Maluf seria o titular de 20 contas de investimentos no Citibank de Genebra. Todas as contas estavam em nome da empresa Blue Diamond (Diamante Azul), aberta em julho de 1985. Mais tarde, a empresa foi rebatizada de Red Ruby, (Rubi Vermelho).
Conforme o banco, o único beneficiário das empresas era Paulo Maluf. A assinatura seria a mesma da declaração de bens que Maluf entregou à Justiça Eleitoral em 2000, que não faz menção a contas no exterior.
A maior movimentação, segundo os extratos, ocorreu em 1995, terceiro ano de Maluf, eleito em 1992, como prefeito de São Paulo. Apenas em um dia teria sido movimentados US$ 100 milhões (R$ 306 milhões). A maior de todas as movimentações de 1995 foi no dia 12 de dezembro: US$ 200 milhões (R$ 612 milhões) em duas movimentações.