Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

"Malinche" faz releitura contemporânea do mito mexicano

Malinche estreia nesta sexta-feia no Espaço Sesc, em Copacabana, provocando o público através de cenário-instalação criado por Gilberto Gawronski.

Sexta, 04 de Outubro de 2013 às 12:20, por: CdB
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O monólogo traça intersecções entre o artesanal e o design contemporâneo

Malinche estreia nesta sexta-feia no Espaço Sesc, em Copacabana, provocando o público através de cenário-instalação criado por Gilberto Gawronski. A atriz peruana Rosana Reátegui interpreta o solo, dirigido por Warley Goulart, que se inspira na história da índia que se tornou maldita por ajudar o sanguinário Hernan Cortéz a conquistar o México.

Aspirando residir no Brasil, uma imigrante trabalha como guia numa galeria de arte, cujas obras retratam o mito mexicano de Malinche: a índia amante e tradutora do colonizador espanhol Hernán Cortéz, em 1519, na Conquista do México. Com humor e fúria, a moça traça paralelos entre sua própria vida e a história desta mulher considerada traidora por ter se aliado à causa estrangeira, levantando questões sobre identidade, mestiçagem e maternidade.

O monólogo traça intersecções entre o artesanal e o design contemporâneo, entre o corpo cotidiano e o corpo instalado, a narrativa improvisada e a palavra poética. Toda essa moldura serve à construção da peça Malinche, com Rosana Reátegui, direção de Warley Goulart, também autor da dramaturgia com a poeta Iracema Macedo, e cenário-instalação de Gilberto Gawronski.

A dramaturgia de Iracema Macedo e Warley Goulart traça paralelos do mito mexicano com atuais representações de uma América Latina em desenvolvimento. Vem à tona o retrato de uma mulher ambígua, em seus papéis sexual e político, permitindo cruzar elementos poéticos que transitam entre o erótico, o confessional, o sublime, o grotesco e o patético. A montagem desenha o mito e provoca o espectador a partir da imprecisão do caráter: sobrevivência, identidade, resistência, submissão, culpa, prazer e traição.

- Desde Ato de Comunhão, monólogo em que dirigi Gilberto Gawronski, me interessa investir em dramaturgias contemporâneas que misturam ficção e realidade, desenvolvendo uma estética que busca incitar o espectador  aparentemente simples testemunha a reavaliar seu ponto de vista sobre os valores morais de nossa cultura, partindo da premissa de que o ato de julgar também possa ser julgado - destaca Warley Goulart.

Serviço:

Espaço Sesc (Sala Multiuso) – Rua Domingos Ferreira, 160. Copacabana.

Estreia: 4 de outubro, às 20h. Sexta e Sábados, 20h. Domingo, às 18h.

Temporada: Até 27 de outubro.

Ingressos: R$ 5 (cinco reais), para associados SESC, R$ 10 (dez reais) para jovens de até 21 (vinte e um) anos, estudantes, classe artística e maiores de 60 (sessenta) anos e de R$ 20 (vinte reais) para os demais.

Tel e horário de funcionamento da bilheteria: (21) 2547.0156 – de terça a domingo a partir das 15h, vendas antecipadas até às 21h | www.sescrio.org.br || Duração: 80min || Lotação 80 lugares

Classificação etária: 16 anos.

 

 

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