Absolutamente lamentável e inaceitável a matéria "Um emirado para Emir", publicada na Folha de S. Paulo no último domingo sobre o Ministério da Cultura (MinC). Nela, as declarações do sociólogo Emir Sader além de deturpadas, foram transformadas em munição contra sua nomeação à presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio.
Como Emir esclarece, "o que deveria ser uma entrevista minha para a Ilustríssima (caderno dominical da Folha) virou uma matéria em que se me atribuem, fora de contexto, afirmações indevidas, como a palavra mencionada na 1ª página em relação à ministra Ana de Hollanda, totalmente equivocada".
Hoje, em seu blog, o sociólogo volta ao tema e encerra o assunto: "toda a entrevista à FSP foi falseada pela editorialização da matéria. Ao invés de primeiro ouvir o entrevistado, com perguntas e respostas, e depois colocar a opinião do jornal, essa mistura com off (informação não atribuída ao autor), gerou um monstrengo, pelo qual não posso me responsabilizar".
"As referências - esclarece Emir - antes de tudo à Ministra da Cultura, mas também ao Gil e ao Caetano, apareceram de forma totalmente deturpada. Não houve intenção nenhuma de desqualificação. Seguir polemizando nesses termos é ser vítima desse tipo de matéria, de que todos já fomos vítimas: dizer que disseram que alguém disse.
"Diz-se, entre outras coisas e se repete no dia seguinte, que eu fui favorável a fuzilamentos em Cuba. Que o jornal mostre as provas, porque é mais uma mentira", encerra Emir. Não deixem de ler seu blog hoje. Ele tem toda razão ao protestar contra o fato do jornalão da Barão de Limeira usar uma entrevista sua para alimentar briga política em torno do Ministério da Cultura.
Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026
Edições digital e impressa