Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Mais um retorno para o Kiss

Quarta, 16 de Junho de 2004 às 19:38, por: CdB

Quem assistiu ao memorável concerto do Kiss em São Paulo, em 1999, na turnê do último grande disco da banda, Psycho Circus, pode sentir um dos maiores nomes do rock americano dos anos 70. Uma banda que não teve medo nenhum em (re)assumir a cafonice de sua década e ainda assim conquistar platéias com sua pose ridícula. O que nos leva a dizer que Psycho Circus seja o último grande disco do Kiss, é porque o quarteto (ou seria na verdade uma dupla?) voltou a traçar um caminho incerto. Colocação 1: é ridículo insistir em seguir em frente com as máscaras se metade dos integrantes originais estão fora. Colocação 2: é ridículo continuar de qualquer forma sem a formação original (foi tão incrível ver como o Kiss tinha conseguido voltar com um material tão bom e com o dream team todo reunido). Colocação 3: Se esse retorno significa mais um Alive, favor, não recomecem mesmo!
 
Se ainda não caiu a ficha, aceite, o Kiss vai voltar sem Peter Chriss e Ace Freehley. Colocação simmoniana: "O que construímos nestes 30 anos de banda nos mostra que cada personagem é muito maior que os integrantes". Então tá.
 
Panorama das grandes bandas americanas de rock ainda em atividade: Van Halen: de mal a pior, os fãs começam a se perguntar se o chato da história era mesmo David Lee Roth. Enfm, Hagar deve voltar com a banda no ano que vem. Aerosmith: depois de uma carreira que parecia sem sinais de recuperação, a banda voltou com um respeitável álbum, Honkin on Bobo. Rush: depois do show no Maracanã, tudo indica: é a que melhor segurou a onda (e olha que ainda passaram por problemas de saúde - Neil Peart perdeu sua esposa e sua filha no espaço de um ano). E o Kiss acabou mesmo no Psycho Circus.   

 

TIJOLO

Cazuza - o tempo não pára segue sua bem sucedida carreira nos cinemas do Rio. Salas esgotadas, comentários gerais sobre a marcante atuação de Daniel de Oliveira e, claro, uma nova luz sobre a persona do polêmico Cazuza. A direção, de Sandra Werneck e Walter Carvalho é no mínimo careta, ou en passant em tudo que enfoca (desde o Barão Vermelho até sua gradual piora). A música Brasil não foi incluída, ficou restrita a uma conversa de telefone, e mesmo assim, para quem saca. 

 

Tags:
Edições digital e impressa