Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Mais um policial confirma versão sobre tortura de Amarildo

Outro PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha prestou depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza.

Quinta, 17 de Outubro de 2013 às 08:28, por: CdB
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Outro PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha prestou depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
Outro PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha prestou depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. Ele confirmou as informações prestadas por um policial, que disse que a vítima foi torturada com choques e afogamento. O primeiro policial contou que o major Edson Santos, ex-comandante da unidade, orientou a tropa a mentir sobre a morte de Amarildo. De acordo com a testemunha, num tom de intimidação, o major teria instruído os policiais a dizerem que o ajudante de pedreiro tinha sido levado para a base da UPP e liberado pelo próprio major, depois de uma averiguação. Segundo informações do portal G1. Ainda segundo o PM, os policiais deveriam afirmar também que Amarildo teria usado uma escadaria da comunidade para ir embora. O advogado Saulo Salles, que defende o major Edson Santos e o tenente Luís Felipe de Medeiros, afirmou que não pode se manifestar sobre as informações passadas pela testemunha porque ainda não teve acesso ao depoimento. Todos os presos pelo desaparecimento de Amarildo negam as acusações. Segundo a testemunha, no dia seguinte ao sumiço de Amarildo, uma segunda-feira, PMs limparam a área onde ocorreu a tortura. E na terça-feira, eles jogaram óleo no chão para tentar encobrir vestígios de sangue. Ainda de acordo com o PM, dias mais tarde, o ex-subcomandante da UPP, tenente Luís Felipe Medeiros, ordenou a instalação de uma porta nessa área, que foi transformada num depósito de entulho e móveis. O local foi periciado três meses depois, na última segunda-feira, poucas horas após  o fim do depoimento da testemunha. Amostras do material já estão sendo analisadas. Os peritos acreditam que pode ser sangue. No depoimento, o policial militar contou ainda que ouviu Amarildo de Souza levar choques com uma arma usada para imobilizar pessoas, e disse ainda que a vítima foi afogada num balde. O PM dediciu fazer as revelações por temer ser assassinado, numa queima de arquivo. O Ministério Público do Rio informou que vai incluir outros dez nomes de policiais à denúncia referente ao desaparecimento do ajudante de pedreiro. Eles serão indiciados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e também por omissão. O MP também quer que o major Edson Santos seja transferido para outro presídio para proteger a investigação. Segundo os promotores, ele estaria influenciando os policiais presos que poderiam colaborar com as investigações em troca de redução da pena. A polícia realizou nova perícia no local onde o policial indicou que houve tortura contra Amarildo. Eles encontraram vestígios de sangue e o material foi encaminhado para análise. No dia 1º de outubro, o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, major Edson Santos, e outros nove policiais militares foram indiciados pelo crime. Amarildo de Souza desapareceu em 14 de julho, após uma abordagem policial.  
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