Sugiro a leitura da matéria “O escândalo do livro que não existia ”, da coluna do jornalista Luiz Nassif, hoje. Ele trata com precisão o massacre feito por inúmeras vozes iluminadas ao livro coleção Viver, Aprender, para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC).
Ao defender que é preciso trocar os conceitos de “certo e errado” por “adequado e inadequado“ no uso da língua portuguesa, o livro casou uma polêmica como há muito não se via. Para quem não sabe, o material didático foi distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país e reacendeu a discussão sobre as diferenças entre o discurso oral e o escrito.
Importância da norma culta
Além de Nassif, a Associação Brasileira de Lingüística (Abralin) traz vários argumentos na defesa da obra que procurou discutir o preconceito à linguagem popular, sem desmerecer a importância da norma culta.
“O fato que, inicialmente, chama a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro em questão mais atentamente”, adverte a nota da associação, que ressalta o fato de as críticas se pautaram sempre nas cinco ou seis linhas largamente citadas na imprensa.
“Em nenhum momento houve ou há a defesa (no livro) de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma culta para o acesso efetivo aos bens culturais”, conclui o documento.
Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026
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