No tiroteio que os tucanos paulistas travam tendo corrupção como munição (nota acima), explode mais um escândalo que atinge em cheio a gestão José Serra-Alberto goldman (o vice-governador que concluiu os últimos 8 meses de governo serrista), o dos gastos em propaganda.
Desfechado a partir do Palácio dos Bandeirantes é escândalo, em termos de tamanho, para ninguém botar defeito: a agência que faz as campanhas eleitorais tucanas, inclusive as últimas, no ano passado, de José Serra presidente e Geraldo governador detém, também, as maiores e melhores contas de publicidade do Estado.
Coisa de R$ 307 milhões que José Serra deixou para Alckmin pagar até maio próximo só nessa área. Na esteira das revelações, vem a público a conta de publicidade da SABESP, estatal de águas e esgotos que só atua em São Paulo, mas que José Serra, de forma totalmente ilegal, levou a fazer propaganda em todo país para promover sua candidatura presidencial no ano passado.
Enquanto isso, faltam os recursos para a segurança pública - um dos maiores problemas do Estado, ao lado da Saúde e da Educação - e para as obras de prevenção das enchentes, o que obriga o paulistano a conviver com o de sempre, as inundações.
Alckmin pode renegar dívidas de propaganda de Serra
Pouco mais de uma hora de forte chuva na noite deste domingo, por exemplo, provocou 35 pontos de alagamentos intransitáveis e matou mais uma pessoa, arrastada pela enxurrada, o que aproxima de 30 o total de vítimas fatais dessa temporada.
Enquanto isso o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB), que não aplica as verbas contra as cheias, mas dobra as de propaganda, se queixa de que chove demais; Alckmin diz que não se faz obra em 24 h, esquecido de que se encaminha para 20 anos no governo de São Paulo; e o ex-governador José Serra mandava a população rezar contra as enchentes.
Sobre a conta de propaganda que José Serra deixou pendurada para Alckmin o governador emitiu nota em que avisa que pode não pagar: "o desembolso dos recursos previstos no Orçamento depende da autorização dos órgãos contratantes, que podem ou não executar serviços de publicidade durante a vigência dos contratos. Os contratos não geram direitos para as agências".
Mais um escândalo tucano, de R$ 307 milhões
Segunda, 24 de Janeiro de 2011 às 08:35, por: CdB