Por Ele só usou 10% de suas cabeça animal 15/06/2011 às 12:59
Um policial militar de uma UPP matou um jovem de 19 anos com um tiro nas costas em uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com o Bom Dia Brasil, o crime foi registrado pelos soldados da Unidade de Policia Pacificadora como homicídio por auto de resistência.
Um policial militar de uma UPP matou um jovem de 19 anos com um tiro nas costas em uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com o Bom Dia Brasil, o crime foi registrado pelos soldados da Unidade de Policia Pacificadora como homicídio por auto de resistência. Mas não há resistência quando há tentativa de fuga e o rapaz estava tentando fugir, tendo sido alvejado nas costas.
De acordo com o 'Bom Dia Brasil, 'a polícia diz que o jovem foi encontrado em atitude suspeita com outros dois homens. De acordo com o registro feito pelos policiais, André teria feito um disparo contra os soldados. Os PMs disseram ter encontrado com André uma arma e cocaína.'
Já Capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP Pavão-Pavãozinho disse que 'Ele foi encontrado com 63 envelopes de cocaína, com arma de fogo, com munição e com radiotransmissor. Então, nós entendemos que ele era uma pessoa que vivia à margem da lei'.
A versão do Capitão Leonardo Nogueira não bate com a versão dos outros policiais, já que para estes ó jovem foi encontrado com uma arma e cocaína, enquanto para o Capitão a vítima tinha, além da arma de fogo e de envelopes de cocaína, munição e radiotransmissor.
Tentativa de fuga não se confunde com resistência. Conforme o art. 284, do CPP 'não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso.'
Processo:
ACR 1178702310000000 SP
Relator(a):
César Augusto Fernandes
Julgamento:
15/08/2008
Órgão Julgador:
4ª Câmara de Direito Criminal D
Publicação:
19/09/2008
Ementa
Resistência - Ausência de prova sobre violência - Mera tentativa de fuga e necessidade de vigor físico de policiais para prisão não configuram o delito - Furto - Desclassificação do delito consumado para o tentado impossível em virtude de parte dos bens não ter sido recuperada, irrelevante assim o pequeno lapso entre crime e prisão - Recurso provido, em parte, para absolver o réu do crime de resistência, mantida no mais a condenação por furto consumado.
Esssa história da vítima, que, em tentativa de fuga, foi alvejada pelas costas, ter atirado nos policiais se parece com aquela na qual "A Justiça do Amazonas decretou na tarde desta quinta-feira (24) as prisões preventivas de seis soldados e um cabo acusados de envolvimento na agressão com tiros à queima-roupa contra um adolescente de 14 anos. As prisões foram solicitadas pela Corregedoria do Sistema de Segurança Pública.
'TROCA DE TIROS'
Na ocorrência registrada no dia 17 de agosto de 2010, os policiais dizem que foram recebidos a tiros no bairro Amazonino Mendes, zona norte de Manaus. 'Eles tentaram burlar a ocorrência dizendo que teria tido um confronto. Quando o vídeo foi apresentado na mídia, viemos a saber que eles não falaram a verdade', afirmou o coronel Câmara."
Essa história do Amazonas se parece com a estória do Arnaldo Jabor, o qual esgoelou:
"O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!!!"
Esse é mais um crime em que nem aquele que matou (o estado) nem aquele que apertou o gatilho serão punidos.