Depois de quatro anos de ocupação a Câmara de Deputados estadunidense tomou vergonha e o objetivo (não obrigação) para o fim da carnificina iraquiana é até o dia 31 de março de 2008. Ainda teremos mais um ano de mortes injustas, tanto de civis quanto de soldados (ignorantes) das forças de ocupação que acreditaram que poderiam "libertar" um país através de uma guerra explicitamente por poder sobre a maior riqueza não-renovável.
Poor americans! Os maiores combatentes dos direitos humanos estão perdendo uma guerra, uma guerra perdida de valores, (e mesmo que haja ganhos materiais), perdida de vitória. Estão perdendo apoio, estão perdendo pessoas e o "mais importante" (para eles), estão perdendo dinheiro.
Encurralado, o presidente norte-americano George W. Bush prometeu vetar qualquer legislação que imponha a retirada de tropas do Iraque, incluindo a medida aprovada pela Câmara.
Não há maior prova do que esta de que o presidente norte-americano não se importa com o que lhe impõem, apenas se o que lhe impuserem tiver haver com os seus próprios interesses financeiros. Não se importa com as pessoas, apenas com as ações na bolsa de valores. Não se importa com crianças morrendo, apenas com o seu investimento futuro em petróleo, administrado bem longe dos pontos de conflito, no seu rancho no Texas.
E devemos dar graças que nos EUA é permitido apenas dois mandatos por candidato, isso se Bush não tomar o poder para si, por tempo indeterminado, e os norte-americanos, com um belo sorriso ("comprado") no rosto, aceitarem as novas condições governamentais do seu país.
Ludmila Siviero é leitora do Correio do Brasil.
Principal Fonte: Correio do Brasil, matéria publicada no site dia 27 de março de 2007.