Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Mais três assassinos de Tim Lopes são condenados no Rio

Mais três assassinos do jornalista Tim Lopes - executado com requintes de crueldade em 2 de junho de 2002 - foram condenados, na madrugada deste sábado, a 23 anos e seis meses de prisão. O julgamento destes condenados durou dois dias e o de outros dois acusados, Claudino dos Santos Coelho e Ângelo Ferreira da Silva, foi transferido para o dia 29 de setembro. (Leia Mais)

Sábado, 20 de Agosto de 2005 às 06:43, por: CdB

Mais três assassinos do jornalista Tim Lopes foram condenados, na madrugada deste sábado, a 23 anos e seis meses de prisão. O 1º Tribunal do Júri do Rio ficou reunido até às 3h20, quando foram lidas as sentenças de Elizeu Felício de Souza, o Zeu, Reinaldo Amaral de Jesus, o Kadê, e Fernando Satyro da Silva, o Frei. Os três vão responder por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

O julgamento durou dois dias. Apenas os debates levaram cerca de 24 horas. O julgamento de outros dois acusados pela morte do jornalista - Claudino dos Santos Coelho e Ângelo Ferreira da Silva - foi transferido para 29 de setembro, devido à divergência na tese de seus advogados de defesa, que diverge daquela apresentada por estes três condenados.

O traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho, já cumpem penas de 28 anos e seis meses de prisão e 23 anos e seis meses de prisão, respectivamente. Outros dois acusados de participar do assassinato, André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias, o Boi, morreram.

Execução

A promotora de Justiça Viviane Tavares responsabilizou Elizeu por comprar a gasolina jogada sobre o corpo da vítima, que foi incendiado. Ele admitiu à Polícia que ajudou a queimar outros seis na favela da Grota, no Complexo do Alemão (Zona Norte do Rio). Ela também acusou Ângelo Ferreira da Silva, o Primo, que será julgado em setembro, de ter levado o jornalista até o local onde foi executado.

Tim Lopes foi morto em 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, favela que faz parte do complexo do Alemão, depois de ser reconhecido e capturado por traficantes ligados a Elias Maluco quando fazia reportagem sobre um baile funk onde haveria consumo de drogas e sexo explícito.

Lopes foi sido esquartejado e teve seus restos queimados em pneus, método conhecido como 'microondas' e usado para apagar vestígios da morte.

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