Sete funcionários do bar de um hotel em Londres que foi visitado pelo ex-espião russo Alexander Litvinenko também foram contaminados pela substância radioativa polônio-210, informou nesta quinta-feira a agência britânica de vigilância sanitária (HPA, na sigla em inglês). Litvinenko morreu há duas semanas supostamente devido à contaminação por polônio-210. A Polícia britânica, que investiga a morte do russo, está tratando o caso como assassinato por envenenamento.
A quantidade de polônio-210 encontrada no corpo dos funcionários do Pine Bar, do hotel Millenium, é pequena, mas suficiente para aumentar o risco de eles desenvolverem algum tipo de câncer. Até o momento, nenhum funcionário apresentou sintomas de doença.
A agência britânica está pedindo a todos que visitaram o bar do hotel em 1º de novembro - mesmo dia em que Litvinenko se encontrou no local com um contato - que façam testes para verificar se também houve contaminação.
Nesta quinta-feira, Litvinenko foi enterrado em Londres. Cerca de 50 pessoas compareceram ao enterro no cemitério de Highgate, na capital britânica. Antes de morrer, Litvinenko divulgou uma nota em que ele culpou o presidente russo, Vladimir Putin, pelo envenenamento.
Em Moscou, há informações divergentes sobre o estado de saúde do empresário Dmitry Kovtun, uma das últimas pessoas a se encontrar com Litvinenko antes que ele apresentasse algum sintoma. A agência russa Interfax divulgou que Kovtun estaria em coma, com sinais de contaminação. Outras fontes, no entanto, negaram a informação.
O governo russo afirmou que pretende conduzir investigações paralelas à apuração da polícia britânica sobre o caso.
Mais sete são contaminados com polônio em Londres
Quinta, 07 de Dezembro de 2006 às 19:58, por: CdB