Foi aberto, neste domingo, o Palais do Festival de Cannes para a realização do Festival Internacional de Publicidade. Os organizadores do evento liberaram o acesso aos jornalistas, delegados e estudantes que aguardavam na cidade para o evento que teve início neste domingo. O Festival anunciou, nesta tarde, as peças finalistas, das categorias Direct Lions, cujo jurado brasileiro é Rui Piranda, da Giovanni DraftFCB, Promo Lions, com Marcelo Heidrich , da Ponto de Criação e PR Lions, categoria que se inicia no evento e na qual o país ainda não tem jurado.
Neste ano, Cannes lançará uma campanha global a favor da justiça climática. Coordenado por Bob Geldof, fundador do Live AID, o movimento reúne a participação de Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU e o CEO global da Euro RSCG Worldwide - Havas Worldwide Dacid Jones. A apresentação vai acontecer na próxima sexta-feira, no auditório Debussy, no Palais de Cannes. O objetivo da ação é atingir líderes mundiais e propor um acordo justo na Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Copenhagen, Dinamarca, que deverá acontecer este ano.
Crise
Diante do cenário de 12% de queda no volume de publicidade veiculada no mundo, segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers, o Festival Internacional de Publicidade de Cannes inicia sua 56ª edição em um modelo mais econômico. A crise, que enxugou os orçamentos de agências e anunciantes, principalmente nos EUA e Europa, impôs fórmulas que incluam menos gastos na produção.
Maior evento do mundo da Propaganda, setor que movimentou US$ 480 bilhões no ano passado, o Festival se realiza com 40% menos participantes. Ainda assim, os organizadores confirmam cerca de 6 mil inscritos, cada um a US$ 2.175, ou US$ 999 para quem menores de 30 anos. O número de peças inscritas também emagreceu 20% em relação ao ano passado, com quase 30 mil, para 22,6 mil neste ano.
O Brasil, embora continue como o terceiro país em número de inscrições, reduziu em 38% em relação a 2008 o número de peças inscritas, colocando, ao todo, 1.519 trabalhos, atrás apenas dos EUA e Alemanha. A ausência mais percebida, este ano, é a da agência premiada como a melhor do ano em Cannes, em 2001. A F/Nazca optou por não participar de nenhuma competição cuja inscrição significasse algum custo para a empresa.
"A agência deve muito de sua reputação à visibilidade alcançada através desses concursos. Nossa decisão reflete apenas o sentimento de que 2009 deverá ser um ano para orientar todos os recursos (...) ao foco dos negócios", disse, por meio de um comunicado, Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca.
O Festival termina no próximo sábado.