A invasão de traficantes ao Morro dos Macacos foi feita "aos poucos", diferentemente de outras ações do tipo, quando criminosos organizam "um bonde", composto por várias pessoas. Segundo reconheceu o comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, pode haver mais inocentes entre as vítimas do confronto, quando a PM combateu uma disputa entre traficantes rivais, e recorrereu a um neologismo para explicar a situação. Segundo ele, “pessoas engajadas no confronto” podem ter sido classificadas equivocadamente como criminosas.
No sábado à tarde, a cúpula da Segurança Pública divulgou que a operação da PM no morro terminou com dois militares mortos e seis feridos, dez “pessoas engajadas mortas”, além de três moradores feridos. No entanto, contestado por famílias de vítimas “engajadas”, Mário Sérgio Duarte explicou que os números são preliminares e serão confirmados no decorrer das investigações.
– Essas coisas são esclarecidas com tempo. Num primeiro momento, vamos coletando as informações possíveis. Precisamos agora verificar a identidade de cada. Sabendo da identidade, do local de onde partiram, onde residem e suas atividades normais do dia a dia é que vamos saber verdadeiramente a identidade de cada pessoa – afirmou.
De acordo com o comandante, as informações foram divulgadas à imprensa para dar mais transparência ao trabalho da PM.
– A particularização da informação de cada um (vítima) só vem com o tempo à medida que as investigações avançam. As informações eram iniciais, mas não podiamos sonegá-las, passamos à imprensa – afirmou ele, em relação à entrevista coletiva da cúpula da Segurança Pública, realizada na véspera.