Crianças e adolescentes vítimas de violência física, psicológica e sexual de mais seis estados receberão atendimento especializado pelo programa Escola que Protege do Ministério da Educação (MEC), a partir de agosto. Serão atendidos mil alunos em 11 municípios do Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.
Atualmente recebem assistência jovens das cidades de Belém, Recife e Fortaleza. A idéia do programa é identificar as crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual, dar assistência psicológica e envolver a comunidade e os familiares no combate a esse tipo de crime.
O coordenador geral de Ações Educacionais e Complementares do MEC, Leandro da Costa Fialho, diz que é importante a participação da comunidade e das pessoas que convivem com a criança ou adolescente vítima de abuso sexual:
- A idéia é fazer um trabalho conjunto com a comunidade e os familiares das crianças e adolescentes em situação de risco. E para que esse trabalho dê certo é preciso ter a sociedade como parceira para combater essas violências.
Nesses municípios o projeto Escola que Protege trabalha com diversas parcerias:
- Estamos interando com as áreas de saúde, fazendo diagnóstico e vendo se a criança foi abusada, com área da justiça, porque alguns casos como abuso e exploração sexual requer atitudes mais enérgicas, e também com a área da assistência social, porque esse aluno precisa de tratamento e a família ser acompanhada.
Para Fialho, a prevenção desse tipo de violência deve começar na escola. Segundo ele, também é importante capacitar os professores para identificarem o problema da violência:
- Queremos que a escola tenha preocupação com esse tipo de problema. Uma ação a partir da escola gera resultados positivos na questão.
Este ano, o Escola que protege já orientou cerca de 400 pais, indicados por conselhos tutelares e escolas públicas, para quebrarem esse ciclo de violência no dia-a-dia. Esses pais participam de encontros de encontro com especialistas. Cerca de 700 professores também foram capacitados para identificarem sinais de violência nos estudantes.
O programa trabalha em três frentes: capacitar os professores que tem o contato diário com essa criança, criar uma rede de proteção às vítimas de violência e ainda orientar os pais e familiares sobre as formas de tratar a questão.