A tendência da greve dos servidores e prestadores de serviço da rede estadual de saúde é piorar. A paralisação, que já dura uma semana, está se fortalecendo com a adesão de mais unidades hospitalares. Os hospitais do Iaserj, de assistência ao funcionalismo estadual, e Santa Maria, especializado em tuberculose, devem aderir, nesta quinta-feira, à greve. A paralisação, iniciada há uma semana, atinge seis grandes hospitais de emergência, procurados diariamente por cerca de cinco mil pessoas.
As principais reivindicações dos grevistas são o fim das cooperativas de trabalhadores nos hospitais e a implantação de um plano de carreiras pedem e melhores condições de trabalho.
O presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Paulo Pinheiro (PT), chama a atenção para a situação precária dos hospitais.
- O maior problema não é a greve, mas a falta de médicos. Há uma carência de profissionais, principalmente médicos anestesistas, neurocirurgiões, ortopedistas e clínicos. A carência faz com que, por exemplo, nesses últimos dias, os hospitais de emergência estaduais tenham apenas um anestesista nos plantões, o que é muito grave - disse.
Na quarta-feira, a governadora Rosinha Matheus autorizou a convocação de 2.667 profissionais de saúde para suprir a carência de pessoal nos hospitais estaduais.