Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Mais do que nunca vive-se a era das incertezas

Sexta, 23 de Setembro de 2011 às 08:14, por: CdB

As declarações da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pedindo aos países do G-20 que voltem a atuar entrosadamente para debelar a crise, e do ex-presidente do FED (banco central norte-americano) Alan Greenspan, para quem os mercados vivem em pânico com temores de que "algo vá quebrar", só aumentam a certeza quanto a incerteza do momento que vivemos.

Mas, também, mostram a urgência (como pediu nossa presidenta Dilma Rousseff na hora certa e no local apropriados, na ONU) de uma ação conjunta, pelo menos do G-20, como propõe - na verdade quase implora - a diretora-gerente do FMI.

Interpretado com a maior objetividade possível o que o ex-presidente do FED disse é o óbvio: os cavaleiros do apocalipse estão soltos e não há nenhuma autoridade sozinha que possa derrotá-los ou controlá-los. Como, da mesma forma, não há uma  regulação financeira internacional e nem o Banco Central Europeu (BCE) tem instrumentos para lidar com a crise de endividamento do continente.

Políticas ortodoxas só agravaram a situação

Sem contar o fato de que, do BCE a velhos e conhecidos organismos e blocos tradicionais como o FMI e a União Européia (UE), ao imporem suas políticas e medidas ortodoxas cometeram o erro de, na prática, induzir os países do velho continente a uma recessão que agravou ainda mais a situação.

Agora, só nos resta agir em nível mundial com uma reorganização geral da economia, do sistema financeiro e principalmente da governança politica do mundo. A questão, neste caso (governança) é que os Estados Unidos e a Europa não querem democratizar o poder mundial, nem militar, nem comercial. Muito menos financeiro, ou principalmente politico.

Daí a sua resistência em convocar fóruns multilaterais para tratar da crise e para reformar o sistema politico e financeiro mundial. Assim, resta ao Brasil tomar ao pé da letra que EUA e Europa estão defendendo exclusivamente seus interesses. E fazer o mesmo.

A hora da ousadia


Sem vacilar e sem medo. Pelo contrário com audácia, apoiando e apoiando-se no nosso meio geopolítico, nas Américas do Sul e Latina, e articulando-se com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e áfrica do Sul) e  demais emergentes Sul-Sul elaborar uma agenda e saídas para a crise.

Principalmente, sem deixar de tomar aqui no Brasil todas as medidas para defender nossa economia e nosso crescimento e desenvolvimento.


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