Se o morador ou visitante do Rio quiser curtir uma de suas famosas praias pode ir tranquilo. Graças a ações constantes do governo do estado, esses sagrados lugares de lazer podem ser frequentados sem susto e sem medo. As praias estão limpas e em boas condições dre balneabilidade.
Com investimentos de mais de R$ 500 milhões ao ano em programas e projetos na área de meio ambiente, o governo do estado obteve, em 2004, ganhos ambientais altamente significativos. Com a retomada de obras de saneamento, eliminação de pontos de extravasamento e de ligações clandestinas de esgoto, dentro e fora da bacia da Baía de Guanabara, foi possível melhorar a qualidade das praias de toda a Zona Sul do Rio, estabilizando-se os índices de coliformes fecais, no período de 2000 a 2004, das praias do Flamengo, Urca, Botafogo, Vermelha, Copacabana, Vidigal, Leblon, Pepino e São Conrado que se mantiveram próprias para banho durante a maior parte do ano.
Das obras que contribuíram para a melhoria, destacam-se as do PDBG (Programa de Despoluição da Baia de Guanabara), do Programa de Saneamento da Barra e Jacarepaguá, de despoluição da Praia de São Conrado e de recuperação do emissário submarino de Ipanema.
A evolução do PDBG, ao longo de 2004, contemplou a realização de obras de implantação de coletores-tronco e de redes de sistemas de esgotamento sanitário das bacias da Alegria, Pavuna e Sarapuí, ampliando a capacidade das respectivas estações de tratamento, o que permite garantir o término da primeira fase do programa em junho de 2005, quando se iniciará a segunda etapa, já com financiamentos de US$ 822 milhões, assegurados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Banco Japonês e contrapartida do estado. A conclusão da primeira fase do PDBG beneficiará mais de cinco milhões de habitantes de municípios do entorno da baía.
As obras do Programa de Saneamento da Barra da Tijuca e Jacarepaguá foram aceleradas neste ano, de modo a possibilitar a sua conclusão em janeiro de 2006, beneficiando de imediato 677 mil habitantes e, dentro de 10 a 15 anos, cerca de 1,2 milhão de pessoas.
No programa implementado na Barra da Tijuca, as obras civis da estação de tratamento de esgotos estão com mais de 90% concluídas. A unidade poderá tratar 2.800 litros por segundo até o fim de 2005. Ao final do programa, será tratado o esgoto proveniente das bacias do Itanhangá, Joatinga, Centro da Barra, Jardim Oceânico, Tijucamar, Novo Leblon, Santa Mônica, Lagoa da Tijuca, Bacia de Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes. Para concluir o emissário submarino da Barra, componente do programa, faltam apenas as interligações dos tramos e a conclusão da desmontagem do píer.
As obras de saneamento da área de Jacarepaguá, que têm conclusão prevista para abril do próximo ano, atendem as sub-bacias de Jardim Clarice, Gardênia Azul, Anil, Freguesia, Rio das Pedras, Taquara, Tanque e Cidade de Deus, cujos esgotos serão levados para a ETE da Barra.
No contexto do saneamento da Barra da Tijuca/Jacarepaguá, está sendo desenvolvido pela Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas) o projeto LagoAmar, que vai revitalizar o completo lagunar da região. Orçada em R$ 32 milhões, a obra compreende a interligação dos canais do Cortado, das Taxas e do Portelo ao mar, via Canal de Sernambetiba, bem como o desassoreamento de todos esses canais até meados de 2005.
A despoluição da Praia de São Conrado está na fase final, faltando apenas a interligação da rede de esgotos com a ETE da Lagoinha para livrar definitivamente a praia das línguas negras oriundas das encostas vizinhas da Rocinha e do Vidigal.
No estado, mais de 80 rios e lagos já foram dragados e limpos pela Serla, para evitar enchentes durante as chuvas de verão. Em Duque de Caxias, foram limpos 14 rios e dragados todos os de São João de Meriti. Para a realização dessas obras, orçadas em R$ 40 milhões, foram adquiridas pela Serla oito máquinas, além dos equipamentos terc