Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Mais de 8 mil refugiados da África do Norte chegam à Itália

A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou, nesta terça-feira, que 830 africanos chegaram à ilha italiana Linosa vindos da Líbia. Os migrantes são, em sua maioria, da Eritreia, da Etiópia, do Sudão e da Somália.

Terça, 29 de Março de 2011 às 07:10, por: CdB
libiafuga-300x168.jpg
A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou, nesta terça-feira, que 830 africanos chegaram à ilha italiana Linosa vindos da Líbia. Há no entanto, mais de 8 mil refugiados dos conflitos na Líbia e em outros países do Magreb. Os migrantes são, em sua maioria, da Eritreia, da Etiópia, do Sudão e da Somália. Eles são o primeiro grupo a ir da Líbia para a Itália, desde o início da crise, há mais de um mês. Segundo a OIM, 80 mulheres e 12 crianças estão entre os passageiros. As embarcações foram interceptadas por guardas italianos e levados para Linosa, a 40 km da ilha Lampedusa, onde mais de 6 mil imigrantes tunisianos estão alocados em condições precárias. A representante da OIM em Portugal, Marta Bronzin, falou à Radio ONU, de Lisboa, sobre o perfil do novo grupo de migrantes. "Os líbios que vivem na Líbia e que querem fugir por causa da situação de violência e de guerra muito provavelmente vão fazê-lo através das fronteiras terrestres, em vez de entrar em um barco e enfrentar uma viagem deste tipo. As pessoas que vêm de barco da Líbia estão numa situação desesperada e que vêm de outros países, portanto, estão em uma situação de vulnerabilidade extrema. Por isso, requerem outras medidas e outro acompanhamento quando chegarem à Itália, por exemplo", explicou. Desafios Ainda de acordo com a OIM, as autoridades italianas evitaram levar os passageiros para Lampedusa devido ao superpovoamento, à falta de infraestrutura na ilha e ao clima de tensão com os habitantes locais, insatisfeitos com o aumento do número de imigrantes. A chegada de africanos vindos da Líbia à região representa um novo desafio para o governo italiano, que ainda procura acomodações para milhares de imigrantes hospedados em Lampedusa, Puglia e Sicília. A Itália tem pedido cada vez mais assistência da União Europeia para lidar com a questão.
Tags:
Edições digital e impressa